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Didi Galvão

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Transição redesenha Esplanada e Lula pode ter 34 ministros

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Os grupos temáticos do governo de transição apresentaram, ao longo desta semana, os relatórios preliminares com o diagnóstico da situação de suas respectivas áreas. Simultaneamente, prepararam propostas para o redesenho da Esplanada dos Ministérios, que deverá ressuscitar pastas e ganhar novas, a partir da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro.

Algumas mudanças estão praticamente definidas, como a cisão do superministério da Economia em três: Fazenda; Planejamento e Orçamento; e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Outra pasta que teve a divisão aprovada pelo grupo temático é a da Agricultura, que deverá perder o comando das políticas públicas voltadas para a produção familiar.

O novo mapa da Esplanada começará a ser definido na semana que vem, pelo presidente eleito, segundo informou o coordenador dos grupos técnicos da transição, Aloizio Mercadante (PT-SP).

Atualmente, o governo de Jair Bolsonaro tem 23 ministérios e secretarias com status ministerial, número que pode passar de 31 — quantidade de grupos temáticos montados pelo governo de transição e base para esse redesenho administrativo, de acordo com projeção do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador geral do gabinete provisório.

Se as propostas de cisão e criação de pastas feitas até agora forem aprovadas por Lula, a Esplanada contaria com 33 ministérios — podendo chegar a 34, caso a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública seja aceita.

Segundo Mercadante, a coordenação dos grupos apresentará a Lula uma proposta integrada de reestruturação ministerial, a pedido do próprio presidente eleito, que está em Brasília negociando, pessoalmente, além da aprovação da PEC da Transição, os nomes que vão ocupar os cargos de primeiro escalão do Poder Executivo.

“Na semana que vem, devemos apresentar uma proposta ao presidente, e isso incide sobre a montagem dos ministérios, porque você vai escolher os ministérios dentro de uma estrutura predefinida. Por isso, o presidente pediu prioridade”, disse Mercadante, no CCBB, sede do governo de transição. “Ele vai bater o martelo e, depois, a gente anuncia, ou ele anuncia, vamos combinar com ele.”

No caso do Ministério da Economia, hoje comandado por Paulo Guedes — chamado por Bolsonaro de Posto Ipiranga, aquele que resolve tudo —, Mercadante criticou a hipertrofia inicial da pasta. “Você cria um único ministério que não tem política industrial, que não tem política de planejamento, que não tem política orçamentária e tem um ministro sufocado com todas essas demandas”, frisou.

A divisão ajudaria, no entender de Mercadante, a diluir essa pressão. “Temos de reindustrializar este país, tem que ter um ministério que foque na nova indústria, na transição energética, na transição digital da indústria. Como é que não vai ter o Ministério da Indústria e do Comércio Exterior?”, questionou.

No grupo temático da agricultura, prevaleceu o lobby da ala mais ligada aos partidos de esquerda. O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) anunciou, ontem, o acordo interno para encaminhar a proposta de criação do Ministério da Agricultura Familiar e Alimento Saudável, que deverá incorporar a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cuja migração ainda é motivo de divergência.

“Chegamos a um entendimento com o GT de Agricultura para criação do novo ministério, não há mais divergência”, declarou o parlamentar, no CCBB. “O tema da Conab ficou em aberto. Nós defendemos que venha para o novo ministério.”

A senadora Kátia Abreu (PP-TO), que foi ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff, vinha se posicionando contra a divisão. “Com relação às políticas públicas da agricultura, não acho que devemos ter dois ministérios. Acho que o grande foco do Ministério da Agricultura é manter esse agroexportador de sucesso, mas, também, ter um olhar constante, forte, atento à produção interna do país, que é feita pelos pronafianos (beneficiários do Pronaf — Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)”, ressaltou, no início da semana.

Além da Fazenda e da Agricultura, há outros ministérios importantes que devem ser divididos. O grupo temático de Trabalho e Previdência defende a separação: assuntos relacionados à Previdência Social seriam tratados por um ministério próprio, enquanto trabalho e emprego constariam do escopo do ministério remanescente, como era antes da posse de Bolsonaro. O grupo de Mulheres é a favor da criação de uma estrutura própria, fora da pasta de Direitos humanos.

O atual Ministério de Desenvolvimento Regional deverá perder um naco de poder para o futuro Ministério das Cidades. Apesar de não confirmar a mudança, Mercadante se mostrou favorável à medida. “Na nossa visão, faz todo sentido ter pastas de Desenvolvimento Regional e Cidades, não vai aumentar custos, vai desenhar o que é prioridade”, declarou.

Também há indefinições, que serão resolvidas diretamente pelo presidente eleito, como é o caso do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O coordenador desse grupo temático no gabinete provisório e nome mais cotado para assumir o cargo, senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), é contra a divisão da pasta em duas. Mas há membros do grupo que defendem a cisão.

Araripina: Raimundo Pimentel tem contas de 2020 aprovadas pela Câmara de Vereadores

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O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (UB) teve as contas anuais de governo referentes ao exercício de 2020 aprovadas pela Câmara de Vereadores durante sessão ordinária da última quarta-feira (30). Os vereadores seguiram o parecer prévio do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), que se manifestou pela aprovação da prestação de contas.

Em entrevista na manhã da última quinta-feira (01), na Rádio Arari FM, no programa de Roberto Gonçalves, o gestor destacou que a aprovação das contas tanto pelo TCE quanto pela Câmara de Vereadores atesta o bom trabalho na gestão fiscal e na administração dos recursos públicos.

“As nossas contas de 2017, 2018 e 2019 também foram aprovadas. Apenas um vereador não votou a favor porque não compareceu a sessão. Mas estou muito feliz com mais esse resultado, pois confirma que estamos no caminho certo na condução do nosso município e na gestão dos recursos da Prefeitura. O nosso governo vai continuar transparente e trabalhando em harmonia com os órgãos de controle. Isso é consequência de muito trabalho e esforço nosso, e de toda nossa equipe”, disse Pimentel.

Na entrevista, o prefeito Raimundo Pimentel também destacou as obras de infraestrutura que estão sendo realizadas por todo município. O gestor falou dos investimentos na educação, dos festejos sociais do distrito da Rancharia que acontecem neste final de semana com show de Toca do Vale e outras atrações, além da grande final do 1º Circuito Araripinense de Vaqueja, e 1º Exposição Quarto de Milha, que acontecem de 8 a 10 de dezembro no Parque Três Vaqueiros.

Fonte: Blog Casa de Abelha

Boêmios festejam Seresta da Saudade em homenagem ao carnavalesco Mestre Jaime

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SALGUEIRO – O fim de semana será de total harmonia musical em Salgueiro, no Sertão Central, por parte dos amantes das serestas. Em homenagem ao centenário do boêmio e carnavalesco Mestre Jaime (vítima da Covid-19, em janeiro de 2021) e pela passagem de seu centenário, neste sábado (3), seresteiros de várias cidades da região, vão cantar e tocar clássicos da música brasileira dentro da 2ª Seresta da Saudade.

O evento faz parte da programação do aniversário de fundação do município de Salgueiro que se comemora no dia 23 de dezembro, sob organização da Prefeitura, que apóia o evento em parceria com empresas do setor privado. Antes, por volta das 20h, os músicos vão se concentrar em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal para iniciar o que eles chamam de “rota das cantigas”, pela avenida Agamenon Magalhães  até o coreto da Catedral de Santo Antônio.

De acordo com o artista plástico Jaime Concerva, presidente do Centro de Arte Popular Mestre Jaime e organizador do evento  a primeira edição ocorreu um ano antes da pandemia e foi a primeira e única com a presença do mestre Jaime.

“O primeiro encontro culminou oficialmente no dia 3 de dezembro que passou a ser, por lei, o dia municipal da seresta com proposta aprovada na Câmara de Vereadores, sob idéia do radialista Ednaldo Barros”, explica Jaime Filho.

O Centro de artes retoma esse encontro com uma maior adesão de participantes  de várias cidades, principalmente  um grupo de músicos Petrolina que frequentam diversos circuitos seresteiros em Pernambuco e Bahia. Alem da Prefeutura a seresta tem apoio da Pitu, Plabox, JR Resolve.

Mestre Jaime, o homenageado, além de ícone carnavalesco criador da tradicional Bicharada, foi alfaiate e músico autodidata. Boêmio convicto desde a juventude, já na faixa etária dos 80 anos, chegou a conduzir um programa na rádio Talismã, às sextas-feiras, voltado para o universo musical das serestas. O mestre da folia costumava dizer que “a vida náo fazia sentido sem música, carnaval e mulher.”

Hoje é dia de jogo da seleção! Aproveite para pedir sua carne do churrasco no Frigorífico Sr. Moacir

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A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira (2) pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2022, às 16h. Dia de jogo o Brasil para e vai assistir nossa seleção, e a coisa fica bem melhor, com aquele churrasco no “sextou!”.

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Banco Central muda regras do Pix sobre limites para evitar fraudes

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Com o intuito de evitar fraudes, o Banco Central atualizou as regras sobre os limites de valor para as transações feitas pelo Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pela autoridade monetária. Segundo o BC, o objetivo das mudanças é simplificar as regras e aprimorar a experiência dos usuários, “mantendo o atual nível de segurança”.

Uma das alterações são os limites. De acordo com as novas regras, os bancos não são mais obrigados a impor um limite de valor por transação, e são obrigados apenas a determinar um limite por período de tempo. Assim, quem tem um limite diário de R$ 3 mil, por exemplo, pode usar tudo em uma só transação.

O BC explicou que as regras para que os clientes peçam alterações no limite seguem as mesmas. “Se o cliente pedir uma redução do limite, o banco deve reduzir imediatamente”. Se, no entanto, o pedido for para aumentar o limite, ele deve ser autorizado entre 24h e 48h.

Quando o usuário for pessoa jurídica, os parâmetros para definir os limites de transações passam a ficar a critério dos bancos. A base para definir os limites quando o Pix for usado para uma compra passa a ser o limite que o mesmo cliente tem no TED, e não mais no cartão de débito.

Horário noturno

Outro ponto a sofrer alteração é o horário noturno. Segundo a autoridade monetária, não é mais obrigatório a redução do limite. Passa a ser opcional aos bancos oferecer a customização do horário noturno diferenciado, para o qual o cliente pode solicitar um limite menor para suas transações. Atualmente, o uso noturno é entre 20h e 6h – mas os bancos poderão oferecer aos clientes a possibilidade de mudar esse horário para entre 22h e 6h.

Limite maior

Sobre o Pix Saque e o Pix Troco, o aumento do valor limite para retirada de dinheiro durante o dia passa de R$ 500 para R$ 3 mil, e pela noite, passa de R$ 100 para R$ 1 mil. “Essa medida tem como objetivo adequar os limites usualmente disponibilizados nos caixas eletrônicos para saques tradicionais. Assim, com o Pix Saque, os usuários terão acesso ao serviço com condições similares às do saque tradicional”, informou o BC em nota oficial.

As novas regras passam a valer a partir de 2 de janeiro de 2023, com exceção dos ajustes feitos na gestão dos limites para os clientes por meio dos canais digitais — que nesse caso valem a partir de 3 de julho do ano que vem.

Segundo o Banco Central, as regras foram alteradas para facilitar o recebimento de recursos por correspondentes bancários, a exemplo do que já acontece nas lotéricas, e viabilizar o pagamento de salários, aposentadorias e pensões pelo Tesouro Nacional por meio do sistema.

O que fez o PT mudar seu discurso sobre o orçamento secreto?

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Por BBC News

A campanha presidencial estava a todo vapor quando, no dia 25 de setembro, o perfil no Twitter do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu votos a parlamentares aliados para combater um inimigo comum.

“É preciso votar nos deputados e deputadas do time do Lula. Porque vamos ter que acabar com o orçamento secreto”, disse um trecho da mensagem.

Dois meses depois, Lula venceu as eleições presidenciais repetindo as críticas ao orçamento secreto. Na quarta-feira (30/11), porém, parlamentares do PT na Câmara dos Deputados ficaram em silêncio durante a votação de uma proposta para acabar com o mecanismo. A medida não foi aprovada.

A mudança de postura do partido em relação ao que foi prometido durante as eleições e o que está ocorrendo durante o período de transição entre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o novo governo Lula chamou a atenção de analistas e internautas e levantou uma pergunta: o que fez o PT mudar seu discurso (e sua prática) sobre o orçamento secreto em tão pouco tempo?

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que os principais motivos que fizeram o novo governo Lula e seus aliados a mudaram a postura em relação ao assunto são: busca por governabilidade, receio de desagradar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e a necessidade de aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) da Transição, que garantiria o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023.

O que é orçamento secreto

O “orçamento secreto” é o apelido que se deu a um mecanismo orçamentário conhecido como emenda de relator-geral.

Anualmente, o Congresso Nacional precisa aprovar uma lei com a previsão de gastos do governo federal no ano seguinte. Ela é chamada de Lei Orçamentária Anual (LOA).

Ela determina qual será a verba destinada para cada órgão do governo. Parte dessas despesas é obrigatória, como o salário dos servidores. Outra parte é discricionária. Isso significa que é o governo quem decide em quais obras, projetos ou programas os recursos serão aplicados.

Apesar disso, existe uma parcela do orçamento federal que é destinado de acordo com o Congresso Nacional. Essa destinação é feita por meio das chamadas emendas parlamentares.

É por meio delas que deputados e senadores enviam recursos para investimentos nas regiões onde ficam as suas bases eleitorais.

Até 2020, a maior parte das verbas que ficavam sob o controle do Congresso Nacional era destinada por meio das emendas individuais.

Neste tipo de emenda, os valores são divididos igualmente entre os deputados e tanto a autoria quanto os projetos que receberam esses recursos são públicos.

Em 2020, porém, Congresso ampliou o volume de recursos destinados a um outro tipo de emenda: as emendas de relator-geral.

O relator-geral é o parlamentar responsável pela elaboração do projeto de lei do orçamento da União.

Em 2021, reportagens do jornal O Estado de S. Paulo revelaram que bilhões de reais foram destinados a diversos programas do governo por meio das emendas de relator-geral. A diferença é que, ao contrário do que acontecia nas emendas individuais, em que todas as informações sobre a autoria e destinação ficavam visíveis, nas emendas de relator-geral, os seus reais autores não apareciam. Por isso o apelido “orçamento secreto”.

Pelo fluxo revelado nas reportagens, os parlamentares enviavam as suas sugestões de emendas para o relator e, depois disso, ele aparecia como o responsável pelas destinações, impossibilitando a identificação e a conexão entre os autores e os destinatários dos recursos.

Especialistas em transparência governamental criticam o dispositivo sob o argumento de que ele favorece a ocorrência de casos de corrupção.

A Polícia Federal abriu investigações para apurar supostos casos de corrupção envolvendo a destinação de verbas públicas por meio de emendas do “orçamento secreto”.

Estimativas apontam que em 2021, o valor destinado ao “orçamento secreto” foi de R$ 16 bilhões. Para 2023, a expectativa é de que o valor chegue a R$ 19 bilhões.

Críticas e mudança de postura

A oposição a Jair Bolsonaro fez duras críticas ao “orçamento secreto”. A principal delas era a de que o mecanismo seria usado por Bolsonaro e Arthur Lira para conseguir apoio parlamentar ao governo do presidente.

Durante o período eleitoral, Lula não poupou ataques ao dispositivo.

No dia 27 de julho deste ano, pelo Twitter, o então candidato classificou o mecanismo como uma “excrescência”.

“O orçamento secreto é a excrescência da política brasileira. Não é sério. Se você quer fazer algo sério, não é secreto. Isso nunca aconteceu, e acontece agora, porque o atual presidente não governa, é uma marionete”, disse.

Em entrevista ao Jornal Nacional no dia 25 de agosto, Lula disse que iria conseguir convencer o Congresso a acabar com o “orçamento secreto”.

“Isso é um escárnio. Isso não é democracia. Essas coisas, pode ficar certa, pode ficar certa, que nós vamos resolver. Eu estou olhando para você, porque eu quero que você me cobre. Nós vamos resolver conversando com os deputados”, disse Lula à jornalista Renata Vasconcelos.

Nos últimos dias, no entanto, o tom adotado por aliados do presidente Lula sobre o assunto mudou.

Durante a negociação da PEC da Transição, articuladores do presidente eleito falavam abertamente sobre a permanência das emendas de relator-geral no ano que vem.

Em entrevista ao programa Roda Viva, o senador eleito e um dos principais aliados de Lula, Wellington Dias (PT-PI), disse que, agora, o líder petista defende que a questão é política e deve ser resolvida pelos próprios parlamentares ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tem um julgamento que pode acontecer a qualquer momento no Supremo que questiona a constitucionalidade do orçamento (secreto). E o que o presidente (Lula) disse publicamente e nas visitas que tem feito é: ‘É um problema político e é importante que o próprio Congresso, Câmara e Senado encontrem uma solução”, disse.

Uma alternativa cogitada pelos aliados de Lula é de, em vez de acabar com o orçamento secreto, determinar que parte do valor reservado para as emendas de relator-geral seja destinada a investimentos.

Estratégia, medo e governabilidade

Para o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antônio Teixeira, a mudança de postura do PT em relação ao fim do “orçamento secreto” se deve a um cálculo estratégico.

“O PT e o governo eleito mudaram de postura porque eles sabem que sem o apoio de Lira, a PEC da Transição não passa. O PT se viu diante do seguinte impasse: trabalhar para acabar com o orçamento secreto ou conseguir apoio para a PEC da Transição. Eles escolheram a segunda opção. Essa é uma armadilha difícil de sair”, disse o professor.

Para aprovar a medida, porém, o governo eleito precisa dos votos de três quintos dos parlamentares nas duas casas em dois turnos, o que é considerado muito difícil de obter. E para conseguir esse apoio, diz Teixeira, o PT precisa de Arthur Lira.

A professora de Ciência Política da PUC de São Paulo Deysi Cioccari, avalia que a posição do PT também tem um foco em garantir governabilidade nos próximos dois anos. Ela diz que Arthur Lira caminha para ser reeleito como presidente da Câmara dos Deputados em 2023 com mandato de dois anos.

Por isso, não seria prudente para o PT trabalhar para acabar com o orçamento secreto uma vez que o funcionamento do mecanismo seria uma das fontes de influência de Lira no Congresso Nacional.

“O PT não quer repetir a história de Dilma (Rousseff), que se indispôs com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e acabou afastada por um impeachment, em 2016. O novo governo quer evitar que isso se repita e precisa de apoio para aprovar a PEC da Transição”, disse Cioccari.

Na terça-feira (29/11), a federação partidária que reúne o PT, PV e PCdoB anunciou apoio à reeleição de Lira. O PSB, partido do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, também apoiará o atual presidente da Câmara.

Os dois especialistas afirmam que o novo governo Lula deverá ser cobrado por parte dos eleitores que votaram no petista caso ele não cumpra a promessa de acabar com o orçamento secreto.

“Isso deve aparecer em períodos eleitorais. Vai ter uma repercussão inicial nas eleições municipais de 2024, mas vai voltar com força nas eleições de 2026”, avaliou Marco Antônio Teixeira.

“Isso com certeza será explorado. Isso mostra que Lula não fez campanha eleitoral para governar, mas para ganhar as eleições. Depois que ganhou, ele se deu conta de que quem manda hoje no Brasil é Arthur Lira. Se o orçamento secreto nasceu no governo Bolsonaro, vai ser institucionalizado no governo Lula”, disse a professora Deysi Cioccari.

Teixeira avalia que, diante das circunstâncias, a única esperança para que o orçamento secreto seja extinto recai sobre o STF. É que o Supremo avalia ações judiciais que pedem o fim da execução das emendas de relator-geral, o que poria fim ao “orçamento secreto”.

“Considerando a conjuntura, só o julgamento no STF pode dar fim ao orçamento secreto. Não há ambiente político para que isso ocorra neste momento sem a atuação do STF”, afirmou.

Equipe de transição de Raquel Lyra se reúne com Secretário de Saúde para debater ações contra Covid

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A equipe de transição do governo eleito de Raquel Lyra (PSDB) se reuniu, nesta quinta-feira (1°), com o secretário de Saúde do governo Paulo Câmara (PSB), André Longo. A rede estadual de saúde, programas da secretaria e, sobretudo, ações de enfrentamento à Covid-19 foram alguns dos assuntos abordados no encontro.

De acordo com a coordenadora da equipe de transição de Raquel e vice-governadora eleita, deputada estadual Priscila Krause (Cidadania), a reunião presencial foi importante para o detalhamento de informações e um maior conhecimento sobre o mapeamento da atual situação da pandemia em Pernambuco, com o surgimento da nova subvariante BQ.1 da Ômicron.

A vice-governadora eleita destacou que o secretário de Saúde trouxe informações, como os números de ocupação de leitos, o atual cenário da pandemia e questões referentes ao esquema de vacinação. “Essa reunião foi importante porque é preciso garantir a continuidade dos serviços prestados pela  administração pública. As equipes vão continuar em contato para tirar dúvidas, aprofundar informações e acompanhar o funcionamento interno de setores importantes da saúde”, salientou.

Priscila reforçou ainda que já está havendo um acompanhamento da equipe de transição diante da nova onda da pandemia.

FolhaPE

Copa do Mundo: Brasil joga com reservas para garantir 1º lugar do grupo

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A Seleção Brasileira enfrenta Camarões nesta sexta-feira (2) para garantir o primeiro lugar do grupo G na Copa do Mundo do Catar. O time que vai a campo é inteiramente reserva.

A provável escalação para a partida conta com Ederson; Alex Telles, Bremer, Éder Militão, Daniel Alves; Fred (Bruno Guimarães), Fabinho, Rodrygo (Éverton Ribeiro); Gabriel Martinelli, Gabriel Jesus (Pedro) e Antony.

A bola rola no Estádio Lusail às 16h (horário de Brasília). Um empate basta para confirmar o Brasil na liderança da chave. Se Camarões quiser seguir para a fase mata-mata, somente a vitória serve. Ainda assim, a vaga pode ser definida no saldo de gols.

Ao mesmo tempo, Sérvia e Suíça medem forças no Estádio 974. Os suíços dependem de si próprios para avançar às oitavas de final. Já os sérvios precisam vencer seu jogo e torcer para que Camarões não derrote o Brasil.

Mais cedo, a partir do meio-dia (horário de Brasília), duas partidas movimentam o grupo H. Coreia do Sul e Portugal duelam no Estádio Cidade da Educação, enquanto Gana e Uruguai jogam no Estádio Al Janoub.

Já classificado, Portugal também busca manter o primeiro lugar do grupo. Assim como o Brasil, um empate é suficiente para cumprir o objetivo. Para os sul-coreanos, apenas a vitória interessa para manter as chances de passar de fase.

Após doze anos, Gana terá a chance de eliminar o Uruguai e dar o troco no carrasco de 2010. Se vencer os uruguaios, a vaga nas oitavas é certa. Em caso de empate, os africanos têm de torcer para que a Coreia do Sul não vença Portugal por mais de um gol de diferença.

Assim como os asiáticos, o Uruguai precisa vencer seu duelo para sonhar com a classificação. Caso a Celeste confirme a vitória, mas a Coreia do Sul surpreenda e derrote Portugal, a vaga entra as duas seleções será decidida pelo saldo de gols.

Após o jogo do Brasil, Raí Saia Rodada, Dubdogz e Lipe Lucena vão comandar a Arena F12.Bet nesta sexta-feira (2)

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A seleção brasileira entra em campo novamente nesta sexta-feira (2) para enfrentar Camarões pela última rodada do grupo C, na Copa do Mundo, a partir das 16h. No Recife, capital pernambucana, a Arena F12.Bet estará transmitindo os jogos ao vivo para os torcedores na estrutura montada no bairro do Pina. E logo em seguida, o público poderá curtir grandes shows, como de Raí Saia Rodada, Dubdogz, Lipe Lucena e Sambarrasta.

Para que a torcida consiga assistir todos os lances e aproveitar o momento de celebração com muito conforto, telões e bares exclusivos foram espalhados por todo o espaço. A arena ainda conta com decoração temática, dj nos intervalos e dinâmicas proporcionadas pela F12.Bet.

Os ingressos para a Delux na Copa F12.Bet, partida entre Brasil x Camarões, estão à venda na Bilheteria Digital e custam R$120,00. O próximo encontro será nesta segunda-feira (5) para transmissão das oitavas de final da Copa do Mundo 2022  e terá shows de É o Tchan, Zé Vaqueiro e Avine Vinny.

Camila Pifano – Assessora de Comunicação

Movimento Regenerativo realizará plantio de árvores em Ouricuri

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Um movimento de regeneração ambiental e de incentivo à reconexão humana com a natureza, com 1 ano de início de suas atividades por meio da ação do Comitê Tempo de Plantar de Ouricuri – Pernambuco, iniciativa que pretende estimular o plantio de 5 mil mudas de árvores na cidade de Ouricuri, no Sertão do Araripe está realizando mais um dia marcante.

Tempo de Plantar surgiu a partir do Movimento de Cidades em Transição como Brasília, representado por um de seus líderes, Paulo César Araújo. O movimento é nacional e internacional que participam dela cidades, capitais e países como Argentina, Chile e Uruguai e que apoia comunidades que se unem para imaginar e construir cidades mais resilientes, justas e regenerativas. Os Comitês do movimento atuam incentivando respostas comunitárias como a inserção de CSR (Comunidades que Sustentam a Regeneração) na inserção de hortas, viveiros e sementeiras.

Cerca de 5 mil mudas serão implantadas na cidade de Ouricuri com doações sementes com Parceria do NEMA – Univasf e Viveiro Solidário e Voluntário criação de mudas para um reflorestamento em nosso BIOMA Caatinga, em que parte da iniciativa começou dia 05 de dezembro de 2021 e o ano de 2022 será mais um ano marcante nos novos plantios no municipio e região do Araripe.

Por meio dos voluntários do comitê de plantio do movimento e da Ação Ambiental a Praça 7 de Setembro será contemplada esse ano mais uma vez com participação dos voluntários da Ação Ambiental que já ocorre em Ouricuri pela 6ª vez será vários plantios de onde tem a doação de Mudas já feitas no Viveiro Solidário e também Doação de Sementes para criação de mudas para doações e plantios. Convidamos a todos a participarem desse momento grandioso em contato com a natureza no dia 04 de Dezembro. O tempo de plantar é um movimento da sociedade civil com a adesão de voluntários, que visa plantar 1 milhão de árvores. todos os anos.

Ascom

Abaré-BA: Prefeitura está realizando reforma e revitalização de mais uma praça

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A Prefeitura Municipal de Abaré, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Rural, esta realizando a reforma e revitalização da praça existente na Rua Nossa Senhora da Conceição, Centro, Sede do Município, com recursos provenientes do Pré-Sal.

De acordo com o Prefeito Fernando Tolentino, a reforma e revitalização se fazem necessárias, já que toda a sua estrutura sofreu danos por falta de manutenção com o passar do tempo. “A recuperação, promoção de mais espaços, jardinagem, instalação de novos bancos e luminárias, deixará a praça mais bela e mais aprazível, trazendo melhorias na qualidade de vida dos moradores do município”, garante o prefeito.

Fonte: SECOM/PMA

Prefeitura do Recife lança plataforma para acolher denúncias de Racismo

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Vítimas ou testemunhas de violações com conotações e/ou motivações racistas podem fazer denúncias no site semracismo.recife.pe.gov.br, que poderá ser acessado também via aplicativo Conecta Recife

A Prefeitura do Recife lançou, nesta quarta-feira (30), no mês da Consciência Negra, o site “Recife sem Racismo”, uma importante plataforma eletrônica para fortalecer a política de promoção da igualdade racial. As pessoas vítimas ou testemunhas de violações com conotações e/ou motivações racistas podem fazer denúncias no site semracismo.recife.pe.gov.br, que pode ser acessado também via aplicativo Conecta Recife. Todas as delações serão encaminhadas aos órgãos competentes para eventuais investigações criminais, tais como Polícias Militar e Civil, Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Defensoria Pública, dentre outros, de acordo com a ocorrência.

“A partir de hoje a gente começa a utilizar mais um instrumento de combate ao racismo, que vai nos ajudar a recontar essa história a partir da implementação de políticas públicas, combatendo firmemente às práticas de preconceito racial. Qualquer cidadão pode entrar na plataforma e realizar a denúncia, seja pela vítima ou por terceiros. Não vamos permitir nenhum tipo de discriminação”, declarou a prefeita em exercício, Isabella de Roldão.

O “Recife sem Racismo” contém informações como as definições sobre Racismo Estrutural, Racismo Religioso e Racismo Institucional, legislação sobre igualdade etnicorracial, explicações sobre o fluxo seguido pelas denúncias na plataforma e contatos de instituições que podem prestar assistência às vítimas.

A plataforma também busca conscientizar a população sobre o preconceito racial e os crimes praticados por motivação racial, bem como os direitos contidos na legislação federal vigente. Essa iniciativa atende a uma demanda de acolhimento de vítimas desses crimes na capital pernambucana.

A Gerência da Igualdade Racial, vinculada à Secretaria Executiva de Direitos Humanos, elaborou o conteúdo do “Recife sem Racismo” e a Empresa Municipal de Informática (Emprel) implementou a plataforma. “O ‘Recife sem Racismo’ vai coletar estatísticas das ocorrências de crimes com motivação racial na cidade do Recife, que serão extremamente úteis para o planejamento de ações e a implantação de serviços”, ressalta Marcelo Diniz, gerente de Igualdade Racial do Recife.

Cortes na Saúde e Educação, racismo estrutural e Copa do Catar são temas no Plenário da Alepe

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A Copa do Mundo no Catar foi um dos temas do pronunciamento de José Queiroz, do PDT, na Reunião Plenária da Assembleia Legislativa, realizada pelo Sistema de Deliberação Remota, nesta quinta. O parlamentar analisou a participação das equipes da Alemanha e da Argentina, destacou os protestos em defesa dos direitos humanos promovidos por atletas e disse estar esperançoso com a possível conquista do hexacampeonato pelo Brasil.

Queiroz também comentou o trabalho de transição de governo realizado em Brasília pela equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Ele acusou o desmonte de estruturas federais responsáveis por políticas públicas fundamentais para a população, com destaque para a situação das áreas da educação, cuja pasta anunciou mais cortes no orçamento, e da saúde, que teve quedas substanciais na cobertura vacinal no Governo Bolsonaro.

“Faltam recursos para a vacinação, não houve programa de incentivo à vacinação, todas elas fundamentais na vida das crianças desde o nascimento daí por diante.  E o Brasil hoje, que era um exemplo de vacinação, passa a comprometer pelos níveis obtidos”.

José Queiroz demonstrou preocupação ao comparar os percentuais da cobertura vacinal de 2013, quando o Brasil chegou à imunização de quase todas as crianças brasileiras contra a paralisia infantil, e a situação atual em que, segundo ele, o número de vacinados é de pouco mais de 20%.

Já o deputado João Paulo, do PT, fez um pronunciamento contra o racismo estrutural, lembrando de fato ocorrido ainda em seu primeiro mandato como deputado estadual, quando foi impedido de ter acesso a um dos elevadores por, segundo ele, não parecer um deputado. João Paulo afirmou que a situação foi um sintoma do racismo estrutural, que é a naturalização de ações, hábitos, situações, falas e pensamentos que marcam parte da vida cotidiana do povo brasileiro, e que promovem, direta ou indiretamente, a segregação, a violência e o preconceito racial. O parlamentar observou o crescimento de atos racistas nos últimos anos que, de acordo com ele, refletem a ausência de um projeto de políticas públicas para a superação das violências raciais por parte do Governo Federal.

“O que esperar de um governo em que a Fundação Palmares, criada para promover, preservar e disseminar a cultura afro-brasileira, chegou a ser dirigida por um notório racista? Um racista negro, escolhido a dedo por Bolsonaro para ser seu capitão do mato nessa escalada racista que toma conta do País.”

O petista citou ainda estudos dos professores Waleska Miguel Batista e Josué Mastrodi, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, que indicam que o capitalismo se utiliza do racismo para se reproduzir e para ocultar as condições de dominação e exploração racial, criando justificativas no sentido de naturalizar, normalizar ou mesmo considerar como positivas quaisquer situações de discriminação racial. Por fim, João Paulo apontou que os governos Lula e Bolsonaro atuam de modos opostos no que diz respeito à garantia dos direitos constitucionais de cidadania da população pobre e preta das favelas e periferias.

Na Ordem do Dia, os deputados estaduais aprovaram em primeira discussão o projeto de lei de autoria de Isaltino Nascimento, do PSB, que declara Gregório Lourenço Bezerra Patrono da luta pela democracia em Pernambuco. O homenageado se destacou pela sua atuação em defesa dos trabalhadores e pelos 23 anos em que esteve preso em razão da causa. Eleito para representar Pernambuco na Assembleia Nacional Constituinte, teve seu mandato cassado em janeiro de 1948.  Gregório Bezerra foi vítima de um terrível caso de tortura após ser preso em março de 1964, quando foi amarrado pelo pescoço a arrastado por ruas de Casa Forte, no Recife.

O Plenário aprovou ainda, em segunda discussão, a prorrogação por até 12 meses do prazo dos contratos vigentes no Projeto Pernambuco Rural Sustentável. Proposta pelo Governo do Estado, a medida tem o objetivo de viabilizar a finalização dos subprojetos em andamento no ProRural que foram financiados mediante contrato de empréstimo celebrado entre o Governo de Pernambuco e o Banco Mundial, Bird.

Aposentados ganham no STF direito à Revisão da Vida Toda

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Com um placar apertado de 6 x 5, os ministros do Supremo Tribunal Federal votaram a favor dos aposentados contra o INSS

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou na tarde desta quinta-feira (01), o julgamento da Revisão da Vida Toda para aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão permite que os beneficiados solicitem todas as contribuições ao Instituto, em especial, as feitas antes da criação do Plano Real em 1994. Com o placar de 6 contra 5, votaram a favor os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Marco Aurélio. Os votos contra foram dados por Kassio Nunes Marques, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

“A votação histórica revê um grave erro contra os segurados que, a partir de agora, podem solicitar esse acréscimo em suas aposentadorias por meio da revisão. O STF corrigiu a injustiça realizada pelo INSS com a população, principalmente os idosos, que trabalharam toda a vida e pagaram religiosamente as suas contribuições ao órgão, com a esperança de, quando se aposentassem, recebessem o seu benefício dignamente e condizente com os repasses de toda uma vida de trabalho.” – avalia João Varella, Advogado Especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário.

REVISÃO DA VIDA TODA – Segundo Varella, a decisão chega em um momento de incertezas para a população e traz uma luz para os beneficiários que perderam todas as suas contribuições ao INSS anteriores a 1994, depois que a instituição decidiu, em 1999, ignorar todos os repasses antes do Plano Real.  “Com a aprovação, os beneficiários que começaram a receber a sua aposentadoria entre novembro de 1999 e 12 de novembro de 2019, antes da nova Reforma da Previdência, podem solicitar esse incremento. Também está incluído nessas regras quem se aposentou pós-reforma, mas que teve seus direitos adquiridos nas regras anteriores.” – explica o advogado.

“Para solicitar é preciso, também, que o interessado o faça em até dez anos contados a partir do mês seguinte ao primeiro pagamento de sua aposentadoria. O segurado que ainda não sabe se tem direito à Revisão da Vida Toda deve  procurar um especialista e fazer cálculos para entender se realmente se enquadra e se pode entrar com processo. Para fazer esses cálculos, é preciso ter em mãos as Carteiras de Trabalho, os carnês de contribuição, o processo administrativo de aposentadoria (requerido no site ou no aplicativo do INSS) e Carta de Concessão do benefício a ser revisado.” – afirma João Varella.