Por: Luiz Pedreira

Iniciarei a divulgação de uma série que se intitula “Parece que é normal, mas a meu ver é gritantemente anormal”.
A série se compõe em 12 temas. Os temas exploram: O bem estar da população, segurança, mobilidade urbana e embelezamento dos espaços públicos. A preocupação básica da série visa tão somente chamar atenção e instigar a percepção das pessoas usuárias das situações que envolvem os temas.
A oportunidade se faz presente em tempos que Cabrobó ganha título honroso e exemplar pelo seu traçado urbano diferenciado, portanto, perfeitamente natural que um munícipe se preocupe e busque para a reflexão e quem sabe ocorram as ações que possam melhorar e não deixem dúvidas ao título que hora ostentamos.
Caríssimos leitores, não há pretensão alguma de estar completo na razão quando faço observações nos 12 temas da série. Mas caso haja alguma modificação em uma das doze por conta dos meus comentários ficarei muito satisfeito. Aqui do meu humilde posto de observação reconheço o mérito de quem projetou e executou as obras arquitetônicas: Concha Acústica e Restaurante Panorâmico. O arquiteto urbanista foi muito iluminado quando fez o aproveitamento do espaço e interligou Concha Acústica – Restaurante Panorâmico a Avenida João Pires da Silva. A junção deu notoriedade ao local e ainda houve de maneira salutar a conseqüente utilização da avenida para o estacionamento de veículos como também mobilidade para as grandes concentrações de pessoas que participam das principais festividades do município.
E nesse primeiro tema, o que parece ser normal e não é?
Relaciona-se a Concha Acústica.
Fico a imaginar como se permitiu entregar a população uma obra com tantas imperfeições, primeira, onde se inicia a Concha, que está ligada ao Panorâmico, sempre existiu um abismo terrível com altura por volta de 3 metros perigosíssimo, e me pergunto como nunca ninguém caiu ali, caso caísse um que bebeu um pouco mais, pessoa de pouca visão ou criança com certeza os danos poderiam ser irreparáveis. Depois que o Panorâmico cercou com madeira, melhorou e protegeu mais. O abismo segue em contorno pelo lado da avenida e termina na arquibancada da Concha Acústica, esse espaço que mede por volta de 100 metros se encontra sem nenhuma proteção, uma criança que fuja um segundo dos pais pode cair e se acidentar gravemente, um idoso sem muito reflexo pode também cair, em noites de festa com tantas pessoas circulando pelo local e por um acaso falte energia corre sim o risco de alguém cair e será uma tragédia. Precisa sim de proteção todo esse espaço, que a meu ver seria de madeira ou ferro, com tramas de design moderno e cores lindas de tinta ou verniz de boa qualidade, traria destaque e embelezamento ao local.
A Concha Acústica é a única que não tem acústica por não existir a concha. Certa vez fui ver um espetáculo de dança interessante, por não ter acústica o som chegava com deficiência para os que se posicionaram no fim das arquibancadas. Tiveram que improvisar, com uma lona preta e caibros, para que o som chegasse a todos, ficou assombroso o cenário. O palco é pequeno para o tamanho das arquibancadas, está mal posicionado e muito próximo, de maneira que quem assiste das laterais verá o show ou manifestação cultural pelo lado, quando o certo deve ser assistir de frente. Poderia ser construído outro palco, mais afastado da arquibancada, com uma concha moderna que além de linda trouxesse a acústica necessária.
Para que se tenha acesso a Concha pelo lado da avenida, as pessoas terão que descer por 4 acessos de degraus, os mais mal feitos que já vi. Em dois desses acessos, os degraus são enganadores, curtos e desalinhados dos demais, verdadeira armadilha para uma big queda, completando o descaso, só existe um troncho corrimão, o correto seria em todos esses 4 acessos existirem corrimãos duplos e bem feitos. O piso de toda Concha Acústica é muito irregular e vergonhoso, uma mistura de brita rala, calçamento afundando e pedras reviradas e terra que enlameia quando chove. A Concha parece em estado de abandono, a sua pintura de cores enlouquecidas e de tinta barata, desbota e descasca tudo mal conservado, um horror, ao léu, totalmente inconcebível.
RESTAURANTE PANORÂMICO
A idéia da construção do Restaurante Panorâmico e sua localização foi primorosa, com arquitetura moderna e nome muito expressivo. De parabéns está o Ex. prefeito Eudes Caldas, quando enxergou em Marcondes Pereira a capacidade de gestar o Panorâmico, e o Marcondes respondeu a altura do desafio e implantou: Criou em volta do restaurante uma calçada mais alta que a avenida, aumentando a área de convivência, juntou o rústico da madeira com o moderno das mesas e vidros, deixando-o imperioso, e dando notoriedade no bem estar da visão panorâmica de todo local. Ali também se implantou caprichosamente mobilidade para os cadeirantes, com a respeitosa rampa de acesso, higiene privilegiada dos banheiros, comida variada e boa, junto ao bom atendimento. Esse conjunto aplicado ao Restaurante torna o ambiente digno e respeitoso que só enaltece a alma de seus freqüentadores.
A Concha Acústica precisa ser revitalizada, para igualar-se ao Panorâmico e à Avenida, aumentando o charme e a modernidade da nossa cidade, em conseqüência nos tornar cartão postal estadual.
Luiz Pedreira acha fenomenal: dias chuvosos, Kevin Trudeau e os introspectivos.