
Araripina – Em viagem por nove municípios do Sertão do Araripe, iniciada nesta sexta-feira (20), o senador Armando Monteiro afirmou que “Pernambuco precisa ainda fazer muito para consolidar seu processo de crescimento” e garantir a interiorização do desenvolvimento, ampliando a oferta de oportunidades para todas as regiões do Estado.
Durante entrevistas a rádios e blogs de Araripina, Armando citou dados do Banco Central que mostram a desaceleração da economia e indicam que Pernambuco está crescendo, em 2013, menos do que o Nordeste, menos, por exemplo, do que estados como a Bahia e o Ceará, e abaixo da média do Brasil.
“Qual é o nosso desafio? É manter aqueles níveis mais elevados de crescimento. E mais. Nosso desafio é interiorizar o desenvolvimento, é ampliar a oferta de oportunidades aos pernambucanos dessa região. E aí temos que atuar fundamentalmente na educação, na capacitação, na qualificação das pessoas e na infraestrutura. Para isso, é preciso uma ação indutora, uma ação forte, uma ação efetiva do governo do Estado”, ressaltou o senador.
O senador Armando Monteiro está no Araripe para uma série de reuniões de trabalho. A principal delas é um debate sobre o Canal do Sertão, obra de abastecimento de água que deveria beneficiar uma série de municípios da região, mas que, por conta de alterações no planejamento inicial, deixaram de ser contemplados. A convite do senador pernambucano, o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, que é o responsável por realizar as obras do Canal do Sertão, foi a Ouricuri debater o assunto.
Veja abaixo algumas declarações de Armando Monteiro em Araripina:
Sobre o projeto do Canal do Sertão
Armando Monteiro – “Nós estamos trazendo aqui, para uma audiência, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, que estará logo mais conosco num grande encontro aqui em Ouricuri. Elmo Vaz está atendendo a um convite que nós fizemos. Vamos fazer um debate amplo sobre essa questão, oportunidade em que o presidente poderá apresentar todos os resultados dos estudos que foram promovidos. E eu tenho dito sempre o seguinte: o estranho nesse caso não foram as alterações promovidas, porque de resto você pode alterar um projeto por limitações de natureza técnica ou por restrições de natureza orçamentária. O projeto pode ser mudado. O estranho é que o Ministério da Integração não tivesse esclarecido a população do Araripe amplamente, antes de anunciar a licitação do projeto. É como se de repente não quisessem assumir o ônus de dizer à população que o projeto terá um alcance menor. Por que o projeto ficou menor? Por que algumas cidades do Araripe ficaram de fora?”
“Nos preocupa muito o quadro do Araripe”
Armando Monteiro – “Nós temos no Araripe a menor renda domiciliar de Pernambuco. O pernambucano do Araripe tem menos de um terço da renda do pernambucano da área metropolitana. O Araripe responde por um pouco mais de 1,5% da economia de Pernambuco. Veja que dado. Em que pese todo o esforço que a região promoveu ao longo de décadas, da luta que os empreendedores daqui travam, da construção desse polo gesseiro que é uma atividade importante do ponto de vista econômico, toda essa cadeia produtiva, desde a mineração à parte de calcinação, à produção de artefatos de gesso, apesar de toda essa cadeia produtiva, a região responde por apenas 1,5% do produto econômico do Estado. E o que é pior, os indicadores sociais: temos índice de mortalidade infantil muito elevado e a taxa de analfabetismo é a mais elevada, dentre todas as 12 regiões de Pernambuco. Esses indicadores demonstram que nós precisamos fazer mais em Pernambuco”.