No chamado primeiro mundo, o lixo orgânico (composto de restos de comida) é transformado em adubo por um processo químico chamado compostagem. Mas no Brasil este processo é praticado timidamente praticado.
O Brasil, por sua extensão territorial, se dar ao luxo de dispor de aterros sanitários, como fazem Estados Unidos e Rússia. O mesmo não acontece com os países da Europa, em que a alternativa é uma só: reciclar e por causa disso, os centros de pesquisa pensam noite e dia em formas de reutilização de materiais.
O ciclo global de produção de materiais tem como ponto de partida o planeta Terra. Tudo começa com o homem realizando prospecção e mineração, iniciando o processo. Nessa etapa são retiradas as matérias-primas brutas tais como: carvão, madeira, minérios, petróleo, argilas etc. A extração, refino e processamento dão origem às matérias-primas básicas como: metais, papel, fibras, cimento, produtos químicos, que por sua vez sofrem transformação e processamento para surgir à matéria-prima industrial: ligas, tecidos, cerâmicas, plásticos etc. Com essas novas matérias-primas se fabricam ou montam os bens de consumo: carros, TVs, prédios, pontes etc., que são utilizados de acordo com suas funções e desempenho. Cessada suas funções, o bem de consumo vira sucata ou resíduo e pode então tomar dois caminhos: o primeiro é a reciclagem, em que o material retorna a etapa da matéria-prima básica. O segundo caminho é ser descartado e, mediante processos de degradação, retornar a Terra. E assim se completa o ciclo global.
Experiência no reuso ou reciclagem:
Garrafas PET: Desenvolvido pelos químicos ingleses Whinfield e Dickson em 1941, o PET (polietileno tereftalato) é um material termoplástico. Isso significa que pode ser reprocessado diversas vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.
Indústria automotiva e de transportes – tecidos internos (estofamentos), carpetes, peças de barco.
Pisos – carpetes, capachos para áreas de serviço e banheiros.
Uso residencial – enchimento para sofás, cadeiras e travesseiros, cobertores, tapetes, cortinas, vassouras.
Embalagens – garrafas, embalagens, bandejas, fitas.
Têxteis – roupas esportivas, calçados, malas, mochilas, vestuário em geral, enfeites, lonas para toldos e barracas.
Uso químico – resinas alquídicas, adesivos.
Do total reciclado de PET, 40% vão para a indústria têxtil, que é a principal aplicação para o produto.
Por: Robson Mororó – Engenheiro Agrônomo
Na próxima semana estaremos abordando novas formas de reciclagem.

Parabéns Dr. Robson Mororó por sua iniciativa e conhecimento técnico sobre as questões ambientais, que devemos nos preocuparmos com este tema que vem sendo bastante discutido nos últimos anos devido as constantes mudanças climáticas e atmosférica. Ainda, devido a crescente produção de lixo nos país em desenvolvimento, sem a devido o devido reaproveitamento. Espero que um dia possamos ter uma sociedade ecologicamente consciente e de atitudes para um desenvolvimento nacional de forma sustentável.