O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse nesta quarta-feira (15), que a administração da inflação no Brasil é feita “da mão para boca” e que os problemas econômicos recentes ameaçam as conquistas obtidas pelo país nos últimos anos. “Se insistirmos no jeito que as coisas estão seguindo, podemos colocar isso em risco”, disse, em referencia à “democracia, estabilidade econômica e um ciclo de inclusão social”.
Provável candidato do PSB-Rede à presidência, Campos defendeu o tripé econômico formado por câmbio flutuante, meta de inflação e estabilidade fiscal, que foi abalado desde o início do governo Dilma Rousseff. O pernambucano disse que vê com “preocupação” a situação econômica atual, marcada por inflação em alta, baixo crescimento e desequilíbrio nas contas externas. “Poderíamos estar com uma inflação muito melhor”, afirmou, mesmo ressaltando que o índice de preços atual é metade do registrado em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder.
“O que me preocupa é a forma como estão administrando a inflação da mão para boca, segurando os preços administrados para ter inflação na casa de 1,0%, 1,5% e vendo os alimentos na casa dos 10%, os custos pessoais na casa dos 9% e o aluguel passando dos 15% em alguns lugares”, declarou em Washington, onde recebeu prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para boas práticas de governo.
As informações são da Agencia Estado
