Sendo um segmento de grande importância na economia brasileira, o setor da carne bovina vem sendo desenvolvido em quase todos os municípios a reciclagem. Como o Brasil apresenta grandes potencialidades na produção de alimentos, porém as formas empregadas para atendimento desta demanda têm levado ao aumento a geração de resíduos, fato que justifica o estudo de práticas de reciclagem. O crescente aumento do abate de bovinos no Brasil, com consequente aumento e resíduos os abatedouros têm procurado se adequar às exigências da Legislação Ambiental.
Buscando atender esta demanda, diversos sistemas vêm sendo implementado para tratamento e destinação mais adequada dos resíduos.
Os alimentos, quando expostos às condições ambientais, normalmente sofrem a ação de fatores físicos e biológicos desse meio, sendo decompostos em substâncias mais simples. Essa decomposição ocorre pela ação de bactérias e enzimas, que necessitam de certas condições de temperatura e umidade, além de elementos nutritivos para a sua atividade. Cada alimento tem seu próprio mecanismo de decomposição, dependendo, é claro, de seus constituintes.
Além da ação de bactérias e enzimas, os alimentos também sofrem a ação de outros fatores: desidratação, oxidação, ataque de parasitas etc. Essas ações modificam o alimento, às vezes profundamente, do ponto de vista da nutrição e da estética, porém, confrontadas com a possibilidade de ocorrência de intoxicações alimentares, essas alterações são, em geral, de pouca importância.
A degradação dos tecidos animais pode servir de matriz ideal para a transmissão e perpetuação de doenças, com o potencial de atingir o homem e os próprios animais, constituindo-se num verdadeiro meio para o desenvolvimento de microorganismos, muitos dos quais patogênicos.
Parece claro que a acumulação de matéria orgânica facilmente putrescível, como as carnes e subprodutos do abate, em locais como matadouros, casas de carnes, açougues ou supermercados implica o incremento dos níveis de riscos de várias ordens, como:
a) risco laboral: exposição dos funcionários a condições insalubres causadas pela proximidade com os agentes patogênicos que se desenvolvem em carnes, ossos e gorduras em decomposição;
b) risco ambiental: o meio é impactado pela formação de condições propícias à atração e acumulação de vetores biológicos na forma de artrópodes e roedores, degradação das características estéticas e sanitárias do local, e pela poluição ambiental em função do visual e dos odores presentes. Resíduos orgânicos dessa espécie servem não somente como atrativo, mas também como fonte de nutriente e abrigo para roedores e outros vetores;
c) saúde pública: estaria sendo ameaçada pela possibilidade de contaminações cruzadas, causadas pela proximidade de materiais para consumo humano com matéria orgânica em decomposição, o que poderia levar à disseminação de doenças pela comunidade por meio de alimentos contaminados, ou pelo contato direto entre funcionários e público consumidor.
