OAB-PE promete ajudar pernambucana presa nos Estados Unidos

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OAB-PE promete ajudar pernambucana presa nos Estados Unidos

A pernambucana Karla Janine Albuquerque, 43 anos, que está presa no Texas, Estados Unidos, acusada de sequestrar a filha de seis anos, contará com a ajuda da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE). Na tarde desta segunda-feira (27), o presidente do órgão, Pedro Henrique Reynaldo Alves, recebeu os familiares de Karla na sede da entidade, no Centro do Recife, e prometeu fazer a ponte entre a família, o Ministério de Relações Exteriores e os órgãos americanos envolvidos, como também trabalhar na federalização do caso, buscando o apoio do Conselho Federal da OAB (CFOAB). “Entendemos que o Conselho da OAB possui mais proximidade com o Itamaraty, o que possibilitará um apoio mais efetivo das nossas autoridades diplomáticas para que esta jovem (Karla) tenha um julgamento justo”, afirmou Pedro Henrique.

O presidente da OAB-PE disse ainda que a entidade irá colaborar financeiramente para custear a defesa da pernambucana e entrará em contato com a advogada contratada pela família nos EUA para obter mais informações sobre o processo e verificar se Karla está recebendo uma assistência jurídica de qualidade. “Não podemos interferir na decisão da Justiça norte-americana, mas é preciso garantir que Karla não seja prejudicada pelo fato de ser brasileira. Se ela violou a lei, foi em defesa de uma menor que estava sendo abusada sexualmente e isso deve ser levado em consideração”, completou Pedro Mariano. Ele afirmou não entender o motivo do arquivamento do processo de abuso sexual contra o pai da criança, o norte-americano Patrick Joseph Galvin, quando, segundo a família de Karla, relatórios de psicólogos do governo comprovam que a criança foi abusada pelo pai.

A mãe de Karla, Kátia Sarmento Martins, agradeceu o apoio da entidade. “Estou confiante que a situação será resolvida e agradeço a todos os que estão nos ajudando”, disse.

A segunda audiência da pernambucana acontece nesta quarta-feira (29), quando a Justiça americana deverá decidir sobre a guarda da criança. Desde que Karla foi presa, no dia 16 de janeiro, a menina encontra-se no Department of Children and Families (DCF), departamento similar ao Conselho Tutelar no Brasil. Na primeira audiência, realizada na última quinta-feira (23), a defesa da pernambucana solicitou que a guarda fosse concedida temporariamente a um casal de amigos da mãe, norte-americanos e moradores do Texas. “O casal já apresentou os documentos exigidos e preenche todas as condições para receber a minha neta enquanto o processo está em andamento”, disse Kátia Sarmento.

DUPLA CIDADANIA – Seguindo orientação do Itamaraty, na manhã desta segunda (27), a família de Karla enviou ao consulado brasileiro em Huston, no Texas, os documentos exigidos para o registro de dupla cidadania da menina. Por não possuir o registro, a criança é considerada apenas cidadã norte-americana, o que dificulta o acesso do Governo Brasileiro ao caso. Segundo o Itamaraty, o processo de registro é rápido, dura em média 48 horas após a solicitação.

O CASO – Segundo os familiares de Karla, ela fugiu de casa, na Flórida, após sofrer agressão física por parte do ex-marido, que é americano, e constatar que a criança havia sido violentada pelo próprio pai, quando tinha apenas três anos de idade. A menina relatou o caso na escola, e exames constataram o abuso sexual. Patrick também está fichado no Departamento de Polícia da Flórida como “sex offender”. O termo define alguém que comete ou estimula atos sexuais com ou na presença de menores de 16 anos. Karla denunciou o ex-marido à Justiça. O processo foi arquivado e por isso ela teria fugido com a filha para o Texas.

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