Considerando que o organismo humano é incapaz de sintetizar 8 dos 20 aminoácidos que compõem as proteínas do tecido muscular, torna-se necessário o aporte exógeno. A carne apresenta-se como excepcional provedora, de fonte de vitaminas do complexo B, ferro e outros minerais.
Os subprodutos gerados na cadeia produtiva da carne são reciclados e transformados em matéria prima para outros segmentos da indústria. A reciclagem de subprodutos do abate animal, não apresenta apenas o lado ecológico, mas também o econômico. É justamente através do aproveitamento destes subprodutos que o custo da carne pode ser minimizado, viabilizando seu consumo.
Existem evidencias arqueológicas que sugerem que os primeiros homens que habitaram o planeta, muito antes da aparição da escrita, já utilizavam o couro animal para vestimenta e abrigos, assim como para utensílios domésticos.
Os subprodutos do abate de animais podem ser classificados como comestíveis – sendo destinados à alimentação humana in natura, semi-processados ou como matéria prima de outros produtos alimentícios – ou não comestíveis – sendo destinados a outras aplicações, tais como, farinhas para ração animal, produtos farmacêuticos e etc.
È importante destacar, que um subproduto tende a converter-se em resíduos quando a sua produção supera a demanda de mercado. A diferença, entre eles reside no fato de que os resíduos representam custo para a indústria, pois, os mesmos necessitam atender as legislações ambientais no que tangem a suas disposições finais e tratamentos.
Os principais problemas para a reciclagem de origem animal, gerados pelo processamento e consumo de carnes são os ossos, tecidos adiposos e musculares, órgão e glândulas, pernas, pelos e peles, sangue, chifres e cascos, resíduos de carcaças após desossa em comércios varejistas. Esses resíduos não devem sofrer disposição final em lixões e aterros sanitários, pois suas características orgânicas e facilidade de putrefação apresentam grande potencial poluidor, como aumento da população de insetos, odores desagradáveis e contaminação de lençóis freáticos.
Algumas das reciclagens podem se transformar em produtos de alto valor agregado passando a coprodutos, como no caso de peles e glândulas. Contudo, a maior parte dos resíduos são sobras de carnes, ossos e gorduras que podem se transformar em produtos vendáveis, como sebo industrial e farinhas de origem animal para rações, sendo processados por empresas de Beneficiamento de Subprodutos de Origem Animal, denominadas comumente de Graxarias.
Porém, como quase todo processo industrial, as Graxarias apresentam potencial gerador de poluentes, convivendo com as dificuldades naturais de contratá-los. Os resíduos sólidos praticamente inexistem, pois são aproveitados e utilizados no fabrico de farinhas ou adubos. Os líquidos podem ser controlados com razoável facilidade por processos físicos-químicos e biológicos, não constituindo preocupação ambiental maior.

Quando um artigo é publicado sem citar a fonte de onde foi copiado, isso é PLÁGIO.