Na primeira manifestação promovida no Rio após a identificação do suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, cerca de 700 pessoas seguiram em passeata da Candelária até as imediações da sede administrativa da prefeitura, no centro da capital fluminense. Ativistas ridicularizaram a denúncia de que quem participa de atos violentos receberia cachê e praticamente ignoraram a morte do cinegrafista.
Durante o restante da caminhada, o grito mais frequente era ‘Cadê o Amarildo?’, uma referência ao ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morto sob tortura por policiais da UPP da Rocinha em julho do ano passado, segundo a Polícia o único coro que rivalizava com o episódio de Amarildo era ‘Ê, ê, ê, cadê meu cachê?’, menção aos R$ 150 que seriam pagos a manifestantes, segundo depoimento de Caio Silva de Souza, preso anteontem pela Policia Civil.
A mesma pergunta podia ser lida em diversos cartazes levados pelos manifestantes. Muitos ativistas também transportavam bandeiras de partidos políticos, como o PSTU e o PSOL e PCB, e de movimentos sociais como a Frente Independente Popular (FIP) e a Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist).
A maioria das bandeiras era do PSTU. Apesar das constantes provocações de manifestantes aos policiais que acompanhavam a caminhada, não houve nenhum incidente até 20h45, quando o grupo já estava na frente da prefeitura. Os poucos manifestantes que se dispuseram a conversar com a imprensa repetiam que a culpa pela morte foi da polícia, que teria iniciado o confronto.
