Assim como tem sido ao longo dos últimos anos, o STF composto pelos Intocáveis da Pátria vai dar as cartas mais uma vez. Foi o STF quem mandou o Senado da República instalar a CPI da pandemia, sendo a mesma comandada pelo senador mais investigado da história política do Brasil. Renan se defende das acusações e se compara a Lula, dizendo que assim como o Lula é apenas uma vítima das perseguições políticas.
Pois bem, foi protocolado nesta quarta-feira (30/06) na câmara dos deputados o chamado superpedido de impeachment contra o Presidente Jair Bolsonaro, que será analisado pelo Presidente da Casa o deputado Artur Lyra. O mesmo tem prazo regimental para se pronunciar, podendo decidir pelo arquivamento ou por levar adiante o processo. Se Lira optar por encaminhar o pedido, a Câmara dos Deputados precisa analisar o mérito da denúncia.
No entanto, quem toma a decisão final é sempre o STF. Se Lyra demorar em se pronunciar vai ser questionado na justiça, é claro que a justiça não vai perder a oportunidade de mandar mais uma vez. O problema é que tanto Câmara quanto Senado, são compostos em sua maioria por políticos corruptos e que tem receio de serem investigados pelo STF. Aí, são obrigados a se submeterem as vontades dos senhores Intocáveis da Pátria.
A Câmara dos Deputados e o Senado da República podem ser comparados aos chamados sepulcros caiados, todos bonitos e muito bem cuidados por fora e absolutamente podre por dentro. Aí fica fácil pra um STF mandar e desmandar, o STF pode até prender um dos integrantes desses sepulcros. O problema de Bolsonaro não é porque seu governo cometeu alguma irregularidade, e sim pelo simples fato de ter desafiado os senhores Intocáveis da Pátria.
