Boletim da Covid-19 desta terça-feira (06/07) em Pernambuco

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (06/07), 2.147 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 107 (5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.040 (95%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 561.505 casos confirmados da doença, sendo 50.152 graves e 511.353 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 478.929 pacientes recuperados da doença. Destes, 28.745 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 450.184 eram casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 45 novos óbitos (21 masculinos e 24 femininos), ocorridos entre os dias 17/11/2020 e 05/07/2021. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Afogados da Ingazeira (1), Afrânio (1), Cabo de Santo Agostinho (4), Cachoeirinha (1), Caruaru (3), Garanhuns (1), Ipojuca (1), Ipubi (1). Itapissuma (2), Jaboatão dos Guararapes (2), Joaquim Nabuco (1), Macaparana (1), Paulista (4), Petrolina (3), Recife (10), Santa Cruz (1), Santa Filomena (1), São Caitano (2), São Joaquim do Monte (1), São Lourenço da Mata (2), Sirinhaém (1) e Vitíria de Santo Antão (1). Com isso, o Estado totaliza 17.953 mortes pela doença.

Os pacientes tinham idades entre 30 e 94 anos, além de uma criança de 2 anos. As faixas etárias são: 0 a 10 (1), 30 a 39 (5), 40 a 49 (5), 50 a 59 (8), 60 a 69 (5), 70 a 79 (12), 80 ou mais (9). Do total, 30 tinham doenças preexistentes: diabetes (14), doença cardiovascular (12), hipertensão (8), obesidade (7), imunossupressão (2), câncer (2), doença de Alzheimer (2), doença de Parkinson (1), doença renal (1) e doença respiratória (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Dois pacientes não tinha comorbidade e os demais seguem em investigação.

VARIANTE – Um novo sequenciamento genético de amostras biológicas de pacientes acometidos pela Covid-19  ratificou o predomínio da circulação da cepa Gama (variante P.1) em Pernambuco. De acordo com a análise, feita no Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) e divulgada pelo secretário André Longo na tarde desta terça-feira (06/07), 100% das 32 amostras analisadas apresentaram essa cepa. Os pacientes, que adoeceram pela Covid-19 em maio, eram de municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata, Agreste e Sertão.

“Essa nova análise reforça a predominância da variante P.1 em Pernambuco. Continuamos empenhados no sequenciamento de novas amostras para investigar o padrão de ocorrência em Pernambuco e para verificar se há novos achados. Mas lembro que, independente da cepa, os cuidados continuam os mesmos. É a partir da adesão das medidas de higiene e segurança que evitamos a circulação do vírus e até mesmo o surgimento de novas cepas”, informou o secretário André Longo.

NAVIO – A equipe de vigilância em saúde da SES-PE está monitoramento os casos de Covid-19 relacionados ao navio Shoveler, que vinha da Suécia e se destinava ao Porto de Paranaguá, no Paraná. Contudo, devido à suspeita da Covid-19, foi necessário atracar no Porto do Recife no último dia 30 de junho, a partir de autorização dada pela Anvisa. Ao todo, 19 tripulantes, de origem filipina, estavam no cargueiro. Desde a primeira suspeita, totalizam 9 pacientes positivos para o novo coronavírus. Das coletas realizadas, 3 atenderam aos requisitos para sequenciamento genético, trabalho que está sendo realizado para avaliar a cepa responsável pelas ocorrências.

O primeiro paciente foi admitido em unidade privada em 1º/07, quando foi realizada a coleta do material biológico. No dia seguinte, todos os demais tripulantes também foram testados, resultando em mais 8 casos positivos, com mais 2 internações posteriores. Ou seja, 3 estão internados e os demais em isolamento no navio e sendo monitorados, assim como os casos negativos. “Também estamos acompanhando todos os profissionais de assistência que tiveram contato próximo com os casos internados. Até o momento, 27 amostras destes trabalhadores foram coletadas com o mesmo objetivo. Todos os profissionais estão vacinados e sem sintomas”, informou o secretário André Longo na coletiva online.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Os dados epidemiológicos da Covid-19 continuam em redução em Pernambuco. De acordo com a análise apresentada pelo secretário André Longo, na última semana epidemiológica (SE 26), que corresponde ao período entre 27/06 e 03/07, Pernambuco registrou 961 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que são todos os quadros graves suspeitos para a Covid-19.  O número representa uma redução de 13% em relação à SE 25 (20/06 a 26/06) e de 32% na comparação com a SE 24 (13/06 a 19/06).

Em relação às solicitações de leitos de terapia intensiva, a Central Estadual de Regulação Hospitalar registrou redução de 18% entre as semanas 26 e 25 e de 35% entre a SE 26 e a SE 24. De acordo com Longo, estes dados estão trazendo trazem impacto direto na rede hospitalar. Neste momento, a rede pública de Pernambuco registra menos de 1.100 pacientes internados nos leitos de UTI. Este patamar que não era visto desde o início de março.

“Apesar desses bons indicadores, ainda não podemos baixar a guarda. E este é um alerta também pra quem já completou o esquema vacinal. O relaxamento nos cuidados, de forma recorrente, poderá trazer um aumento na contaminação, gerar novos casos e propiciar aumento nas internações e mais perdas de vidas. O vírus continua entre nós e, para que haja contaminação, só é preciso um descuido”, alertou o secretário de Saúde durante a coletiva de imprensa online do Governo de Pernambuco.

NORONHA – Durante a coletiva de imprensa, o Governo de Pernambuco anunciou que, a partir desta terça-feira (06.07), os bares e restaurantes localizados no Arquipélago de Fernando de Noronha vão poder abrir até a meia-noite. Além disso, será liberada a música ao vivo, com voz e violão, entre o meio-dia e as 14h, e entre as 17h e as 21h. Ainda continua proibida a apresentação de bandas na Ilha. Caixas de som de alta potência, festas e shows seguem não permitidos. A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, informou ainda que cerca de 99% da população de Noronha já tomou a primeira dose da vacina e 20% receberam a segunda dose. Segundo ela, a meta é atingir o patamar de 50% com as duas doses até o fim deste mês. “Quanto mais acelerar a vacinação, e os números da Saúde permitirem, mais conseguiremos vislumbrar cenários como esse que, hoje, Fernando de Noronha está antecipando”, lembrou.

ASTRAZENECA – Os municípios pernambucanos poderão aplicar a segunda dose da vacina Astrazeneca/Fiocruz com um intervalo entre 60 e 90 dias após a primeira dose, sem prejuízo à proteção. O próprio fabricante informa em bula que esse intervalo pode ser utilizado. O aval para finalizar o esquema vacinal da Astrazeneca nesse período foi dado pelo Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19, a partir da análise de dados científicos, e foi pactuado entre o Estado e os municípios em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) na tarde da última segunda-feira (05/07). A decisão ainda será publicada em resolução da CIB, mas já foram alinhadas.

“Cada município deverá informar a sua população o período para marcação da segunda dose da Astrazeneca, levando em consideração seus estoques. Mas ressaltamos que esse período não afeta a eficácia do imunizante, que manterá a proteção contra a Covid-19. Friso que a decisão da CIB foi tomada após consulta com o Comitê Técnico, que se pautou nas evidências científicas e nas informações do próprio fabricante dessa vacina”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Essa discussão foi levantada após o adiantamento em quase um mês, pelo Ministério da Saúde (MS), no envio de segundas doses da Astrazeneca, gerando um maior quantitativo de estoque em alguns municípios. “É essencial que as cidades tenham um monitoramento desses estoques e que façam também levantamento e busca ativa dos munícipes que estão com mais de 90 dias da aplicação da primeira dose. Além disso, é necessária uma comunicação clara sobre a estratégia do intervalo em cada cidade para evitar dúvidas na população”, destaca a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo.

SOMMELIER – Em decisão colegiada, a Comissão Intergestora Bipartite  também aprovou o apoio às decisões dos gestores municipais para inibir que as pessoas fiquem escolhendo a vacina de determinados fabricantes.

“Todas as 4 vacinas em uso no Brasil são seguras e eficazes e evitam casos moderados e graves, internamentos e mortes pela Covid-19. Além disso, a vacinação é uma atitude de proteção coletiva: quanto mais pessoas vacinadas em menor espaço de tempo, mais protegida estará toda a sociedade, inclusive aqueles que ainda não podem se vacinar, como é o caso das crianças. Por isso, quando chegar a sua vez, se vacine com o imunizante que estiver disponível. Vacina boa é  vacina no braço.”, ressaltou o secretário André Longo.

INFLUENZA – Na reunião da última segunda-feira, ainda foi lembrado que a campanha de vacinação contra a influenza continua em curso. Até o momento, foram aplicadas 1.427.012 doses da vacina em Pernambuco. Isso representa uma cobertura vacinal de 39,2%. O preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) é, no mínimo, 90%. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) reforça que os municípios estão abastecidos do imunizante e também das seringas, adquiridas e repassadas pelo Estado. Além disso, a orientação do Estado é continuar focando e fazendo busca ativa dos grupos preconizados para a ação.

Nesta campanha, podem ser vacinados os trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com comorbidades e com deficiência permanente, trabalhadores portuários e de transporte coletivo rodoviário de passageiros, trabalhadores de força de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socieoeducativas. Ao todo, esse grupo é composto por mais de 3,5 milhões de pessoas.

“Embora não tenhamos detectado, até o momento, a circulação dos vírus da influenza neste ano, é imprescindível garantir a imunização, especialmente daqueles que possuem maior risco. Só assim poderemos evitar a perda de memória imunológica contra a influenza, evitando também maior intensidade da doença em breve. Se você faz parte de um grupo prioritário para a influenza, procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa para receber sua dose”, destacou André Longo.

BALANÇO DA VACINAÇÃO – Pernambuco já aplicou 4.428.935 doses de vacinas contra a Covid-19 na sua população, desde o início da campanha de imunização no Estado. Desse total, 1.168.425 pernambucanos completaram seus esquemas vacinais, sendo 1.097.846 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 70.579 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

Em relação às primeiras doses, foram 3.260.510 aplicações. Ao todo, foram feitas a primeira dose em 306.651 trabalhadores de saúde; 26.073 povos indígenas aldeados; 43.367 em comunidades quilombolas; 7.700 idosos em Instituições de Longa Permanência; 671.406 idosos de 60 a 69 anos; 602.957 idosos de 70 e mais; 1.554 pessoas com deficiência institucionalizadas; 397.350 pessoas com comorbidades; 30.393 pessoas com deficiência permanente; 58.261 gestantes e puérperas; 316.472 trabalhadores de serviços essenciais; 1.029 pessoas em situação de rua; 26.698 pessoas privadas de liberdade, além de 770.599 pessoas de 18 a 59 anos.

Em relação às segundas doses, já foram beneficiados 222.018 trabalhadores de saúde; 25.804 povos indígenas aldeados; 21.029 em comunidades quilombolas; 5.785 idosos institucionalizados; 315.097 idosos de 60 a 69 anos; 498.682 idosos de 70 anos e mais; 1.181 pessoas com deficiência institucionalizadas; 2.741 pessoas com comorbidades; 5.509 trabalhadores de serviços essenciais; totalizando 1.097.846 pernambucanos.

Em relação à dose única, foram beneficiadas 1.006 idosos de 60 a 69 anos; 3.477 idosos de 70 anos e mais; 779 pessoas com comorbidades; 77 pessoas com deficiência permanente; 7.183 trabalhadores de serviços essenciais; 125 pessoas em situação de rua, além de 57.932 pessoas de 18 a 59 anos.

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