Dilma vai a Minas Gerais pela terceira vez em um mês

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Dilma em Minas - DOUGLAS MAGNO-O TEMPO

A presidente Dilma Rousseff fez nesta quarta-feira, 26, entregas de máquinas a 209 cidades de Minas Gerais, principal reduto eleitoral do senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB na eleição presidencial de outubro. É a terceira vez que a petista visita o Estado em pouco mais de um mês e a segunda em nove dias em que prefeitos fazem fila para receber das mãos da presidente as chaves de equipamentos como motoniveladoras e caminhões-caçamba.

Nesta quarta o evento foi realizado no parque de exposições de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao contrário do que fez nas viagens anteriores a Minas – tanto este ano quanto em 2013 -, Dilma evitou promessas de novos investimentos no Estado, mas usou seu discurso de pouco menos de 30 minutos para elencar diversos programas e realizações do governo federal E ressaltou que os investimentos de sua gestão seguem um “critério republicano”, o que considerou, sem citar nomes ou governos anteriores, “uma evolução no País”.

“Nós não olhamos para a opção partidária do prefeito, para a opção futebolística, nem muito menos para a religiosa. Nós fomos eleitos pelo povo desse país. Assim, eu olho para o prefeito como um prefeito ou uma prefeita escolhido pelo povo”, declarou a presidente. “Ele é escolhido pelo povo? Então, ele tem direito absoluto de tratamento igual, porque é o povo que tem direito ao tratamento igual”, acrescentou.

Dilma fez a entrega de 138 caminhões-caçamba, 64 motoniveladoras e 24 caminhões-pipa – que representam investimento de R$ 67,5 milhões. Depois, avaliou que Minas, que teve Aécio Neves como governador por dois mandatos e agora é governada por seu sucessor, o também tucano Antonio Anastasia, é um Estado que “tem que ficar satisfeito” porque tem 92,8% de seus 853 municípios com menos de 50 mil habitantes, critério necessário para receber os equipamentos. “Não é um convênio, não é um empréstimo. É doação. Não vamos diminuir em uma vírgula o poder e a gestão que os municípios tenham sobre essas máquinas”, disse.

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