Alcolumbre tem medo de quê? Pressionado, Alcolumbre pode marcar sabatina de André Mendonça para esta semana

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Escolhido de Bolsonaro aguarda por apreciação dos senadores há mais de dois meses. Presidente da CCJ está sendo colocado na parede por parlamentares para marcar data.

O presidente da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode marcar a sabatina de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF) para esta semana. Há mais de dois meses, Mendonça foi escolhido por Jair Bolsonaro para ser o seu ministro “terrivelmente evangélico” na Corte. A indicação de um presidente da República ao STF, contudo, nunca demorou tanto tempo para ser avaliada pelo colegiado.

A demora inédita fez com que Alcolumbre começasse a ser pressionado por seus pares para marcar a data da sabatina — processo necessário para que o nome almejado pelo chefe do Executivo assuma o posto. O senador foi questionado, na ultima quarta-feira (23/9), por parlamentares sobre o porquê de não dar prosseguimento à sabatina de André Mendonça para o cargo de ministro do Supremo. Em sessão da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) perguntou sobre os “motivos não republicanos” que estariam fazendo Alcolumbre segurar a pauta. Com a cobrança, os ânimos entre os presentes se exaltaram.

O comportamento de Alcolumbre vem sendo bem diferente de quando Kassio Nunes foi indicado, o que dá a entender que o fato do novo indicado de Bolsonaro ser “terrivelmente evangélico”, dá medo a alguns senadores que por ventura tenha algum problema pendente com a justiça brasileira. Quando no período da indicação do substituto de Celso de Melo, época em que Davi era o presidente do senado o mesmo tratou de articular a celeridade da sabatina de Nunes. Portanto, passa a ser uma obrigação de Davi Alcolumbre no mínimo explicar o por que dessa demora.

Quem é André Mendonça

André Mendonça é pastor presbiteriano licenciado e servidor público federal concursado. Entre 2016 e 2018, foi assessor na Controladoria-Geral da União (CGU) e, depois, advogado-geral da União (AGU) no governo Bolsonaro, cargo que ocupou durante todo o ano de 2019 até abril de 2020 — quando Sergio Moro deixou o Ministério da Justiça. Mendonça, então, assumiu o lugar do ex-juiz e, como chefe da pasta, foi acusado de ter extrapolado suas funções institucionais atuando como advogado particular do presidente.

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