Paisagismo de Olinda conta com o trabalho de mulheres reeducandas

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Não só de serviços gerais, varrição e capinação vive a mão de obra de reeducandas em Olinda, um grupo que cumpre os regimes aberto, livramento condicional e semiaberto foi designado para os serviços de paisagismo da cidade. O objetivo é dar oportunidade e espaço a esse público. Elas são acompanhadas pelo Patronato Penitenciário, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), que mantêm convênio de empregabilidade com a Prefeitura.

De acordo com Josafá Reis, superintendente do Patronato Penitenciário, “as mulheres se desdobram no trabalho, pois, além de todas dificuldades, há o preconceito contra o cumpridor de pena. Apesar de tudo, a volta por cima e a esperança de mudar o destino é o que move essas mulheres“, explica.

As reeducandas realizam serviços de plantio de várias espécies em lugares como, parques e praças. Na entrada da cidade, por exemplo, as ixoras vermelhas e amarelas foram plantadas por elas e ainda recebem manutenção. O colorido do local também tem a mão das meninas.

De acordo com a arquiteta que supervisiona os serviços, Mariana Almeida, “as reeducandas têm muito a contribuir, elas fazem um trabalho delicado e atento aos detalhes. Cuidam de locais em desuso que precisam de mudança”.

W.M. está nos serviços desde o mês de março deste ano. “Gosto muito de plantar, é uma terapia para mim. A pintura também, quando estou pintando, eu brinco, eu canto, distraio a mente”, diz a reeducanda, que cumpre o regime aberto e conclui a pena em 2024.

Pelo trabalho de paisagismo em Olinda, elas recebem um salário mínimo (R$ 1.100,00), alimentação e transporte.

Fotos: Surama Negromonte

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