
A operação conjunta para localizar Edson Cândido Ribeiro, suspeito de matar duas jovens em Glória do Goitá, na Zona da Mata de Pernambuco, chegou ao sexto dia neste sábado (5). As buscas foram retomadas na zona rural da cidade, onde há muitas matas e fazendas. É a região onde o homem teria sido visto pela última vez, na quinta-feira (3).
A família do suspeito está tentando fazer com que ele se entregue. Os crimes aconteceram no início da semana e provocaram uma comoção na cidade pacata, que fica a 50 quilômetros do Recife.
A população tem ajudado às autoridades nas buscas, que contam com muitos policiais, drones, carros, motos e um helicóptero, mudando a rotina da pacata cidade. Um parente de Jailma Muniz, que pediu para não ser identificado por medo, afirmou que a jovem era uma garota alegre. “Era contente com todo mundo. A lembrança maior que vou ter dela? Era quando todo dia quando vinha com o café para ela, para mãe dela, eu também tomava. Fico pensando naquilo ali, sem chegar mais, sem vir nunca mais. Meu Deus do céu, o que será da minha vida“, declarou.
A polícia também investiga se é Edson quem aparece em um vídeo de câmeras de segurança perseguindo uma mulher na madrugada de segunda (31). A empregada doméstica Marinalva Santos conseguiu fugir e registrou queixa na delegacia. Um mandado de prisão temporária foi expedido pela Comarca de Glória de Goitá, que também autorizou a divulgação oficial da imagem de Edson.
Medo na cidade
A rotina dos moradores de Glória do Goitá mudou completamente. De acordo com o agricultor Severino Joaquim Tavares, a população toda está com medo. “Quem não tem medo do cara que fez o que fez com as meninas? A população está tudo com medo dele estar solto”, disse.
Severino disse que quem mora na cidade agora está trancando a porta de casa, mesmo no horário da manhã. “Todo mundo. Inclusive minha esposa ainda está trancada, com medo. Ela tem que fazer as coisas para ganhar a grana dela e está com medo de fazer porque a qualquer momento ele pode atacar outra pessoa”, observou.
A comerciante Katiene Barros contou que a população ficou consternada com a violência contra as duas jovens. “Terrível, porque isso é uma coisa que aconteceu e que deixa todo mundo triste. Ninguém esperava por isso nunca nessa cidade aqui. A gente espera que prenda o mais rápido possível”, afirmou.
A agricultora Jacilene Silva disse que, por medo, os filhos não querem ir para a escola. “A gente fica assustado com isso. Nem os meninos querem ir para a escola e nem brincar na frente de casa. Qualquer barulho de diferente querem correr para dentro de casa. A vida da gente é um inferno com isso. A gente não tem nem mais sossego. Fica trancado dentro de casa o tempo inteiro”, destacou. |g1|
