Deputada Dulcicleide Amorim assume compromisso de assinar o pedido de abertura da CPI sendo ela a ultima

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A deputada estadual Dulcicleide Amorim (PT), usou as redes sociais na noite deste domingo para esclarecer sobre CPI do caso Beatriz. Antes a mãe de Beatriz a Lucinha Mota, fez um apelo em tom desafiador para a deputada assinar a CPI. Lucinha sugeriu que só faltava a assinatura de Dulcicleide para abertura da CPI, dizendo ainda que seria uma grande oportunidade para a deputada ajudar na apuração dos fatos.

A deputada se dirigiu diretamente a Lucinha Mota e a Sandro, pais da menina Beatriz, dizendo que se foi mal interpretada tentando ajudá-las que a desculpem. Dulcicleide aproveitou e reafirmou seu compromisso com a verdade, dizendo que se até o por do sol desta segunda-feira (07/02), o autor do requerimento pedindo abertura da CPI que é o deputado Romero Albuquerque, enviar documento que comprova já haver 16 assinaturas ela Dulcicleide será a 17ª a assinar a CPI do caso Beatriz.

A deputada Dulcicleide Amorim, aproveitou o momento nas redes sociais e fez um anuncio. Dulcicleide disse que é necessário cancelar a audiência pública que seria realizada no dia 10, a audiência foi de iniciativa da deputada que justificou: “é um dever do Estado buscar as respostas e atender a solicitação dos pais da menina, Sandro Romildo e Lucinha Mota, que buscam a federalização do caso e também o apoio de peritos americanos, que se prontificaram a ajudar nas investigações”.

Nota de Dulcicleide Amorim sobre as declarações da mãe da menina Beatriz

Para conhecimento da imprensa e da população pernambucana, o pedido de realização de uma Audiência Pública sobre o Caso Beatriz na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi feito à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular no dia 20 de dezembro de 2021. Essa, foi apenas mais uma das iniciativas do nosso mandato em apoio ao movimento Somos Todos Beatriz.

Eu e o ex-deputado estadual Odacy Amorim sempre nos colocamos como facilitadores do diálogo entre a família da menina e o governo estadual, e cobramos esclarecimentos, inclusive levando esse debate para a Alepe. Além disso, esse tema nunca foi pauta das campanhas eleitorais que participamos.

É importante frisar que, no dia da coletiva de apresentação dos detalhes sobre o indiciamento do suspeito do homicídio, 12 de janeiro no Recife, conversamos com os pais da menina e os consultamos sobre a manutenção da audiência pública diante dos novos fatos. Assim, foi acordado com eles de que o encontro na Alepe deveria ser mantido.

A Audiência Pública sobre o Caso Beatriz, marcada para o próximo dia 10 de fevereiro, está mantida e é vital a participação de todos os envolvidos. Diante disso, salientamos que o resultado dela será determinante para vislumbrar a necessidade da realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), inclusive podendo contar com o nosso voto favorável.

Considerando o nosso cuidado e a nossa atenção à luta da família da criança, lamentamos e recebemos com surpresa as declarações sobre um suposto boicote à CPI do Caso Beatriz , uma vez que transformar o assassinato de uma menina a facadas, dentro de uma escola, em capital político é, no mínimo, desumano.

Por fim, reforçamos que a busca por justiça da família da menina é legítima, que nenhuma família merece ocupar esse lugar de sofrimento e dor que está, desde 2015, a família da pequena Beatriz. No entanto, é importante manter a serenidade e o respeito às pessoas que verdadeiramente estão no lugar de colaboradores e parceiros solidários nessa caminhada.

Dulci Amorim, deputada estadual de Pernambuco.

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