Homenagem à minha bisavó, que hoje completa 100 anos de vida.
Por Vitor Manoel Ferraz
Chegar à idade de 100 anos é uma dádiva que apenas uma pequena parcela dos seres humanos consegue alcançar. Neste domingo, 27 de março, é a vez de dona Dolores Alves, minha bisavó, atingir essa honra tão grandiosa que é chegar aos 3 dígitos de idade, o tão sonhado centenário.
Nascida numa fazenda de nome Rocinha, localizada na zona rural do município de Orocó, já próxima à vizinha Parnamirim, na longínqua data de 27 de março de 1922, Dolores Alves de Sá é a mais velha dos 9 filhos do casal Maria Rodrigues Alves e Firmino Luís Alves. Dos 9 irmãos criados juntos na fazenda Rocinha, ela é a única ainda viva. Lembramos com saudade de Sérgio; Antônio; José Alves; Maria José; Maria Alves; João Alves; Félix Firmino e Pedro Firmino.
Já adulta, conheceu aquele que seria seu único e amado companheiro de vida. Manoel Gomes de Sá (meu bisavô, do qual, orgulhosamente, herdei o nome), foi talvez um dos homens de maior índole e integridade já vistos por aqui. Ambos casaram-se em agosto de 1950, perpetuando uma união de 54 anos, até o falecimento de “Seu Né”, como carinhosamente era chamado, em 2004. Apesar de todas as dificuldades, nesses 54 anos de união, criaram mais de 12 crianças, sempre ensinando-as a ética e a moral que se fez presente em todo esse tempo.
De filhos biológicos, apenas um, Damião Alves de Sá, orgulhosamente meu avô, muito conhecido em Orocó por Damião do Barraco, Damião machante, ou da melhor forma, Damiãozinho de Dolores. A partir daí, dona Dolores já contabiliza 5 netos (Marcelo, César, Maricélia, Murielly e Ana Célia) e 14 bisnetos, entre eles, esse que vos fala.
Falar da minha bisa é falar de amor. Cada fio de cabelo branco traz consigo uma bagagem de experiência, felicidade, dificuldades, e acima de tudo, força. Chegar a essa idade diante de todas as adversidades, uma vida marcada pela seca, pela fome, pela ausência de estudos e oportunidades, é mostrar que o mundo se molda a partir da força que vem de dentro dessa senhora. Sentar-se ao seu lado e ouvir história de amizades passadas, da riqueza de detalhes da sua história de amor e de tudo que a vida lhe ensinou, é uma das oportunidades mais prazerosas que a vida poderia me dar.
Apenas agradecemos a Deus pela benesse da vida. Comemoramos hoje o centenário de Vó Dolores, e se Deus nos permitir, os 101, 102, 103… e muitos outros anos.
Em nome do filho, meu avô Damião; dos netos (na pessoa de minha mãe), dos bisnetos; sobrinhos (na pessoa de Celiene de tio Pedro Firmino, e Véi de tio Félix); sobrinhos netos; primos e de todos aqueles que fazem parte das famílias Alves/Rodrigues e de Sá, prestamos essa homenagem pelo centenário da nossa matriarca. Que Deus, em sua infinita bondade, continue abençoando a vida de Dolores Alves de Sá.
Vó Dolores, todos nós amamos você. Feliz aniversário!
Por Vitor Manoel
Recife, 27 de março de 2022.

Muitíssima válida grande honraria !!Mais do que merecedora, dona Dolores, é realmente uma grande mulher, à quem redimo as mais sinceras homenagens. Um exemplo à ser seguido,de humildade,honestidade e muitas lutas enfrentadas vitoriosamente nessa vida. Que Deus abençoe sempre dona Dolores e todos os seus familiares.