Quem foram os deputados mais votados em Cabrobó em cada eleição desde 1986?

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Por Vitor Ferraz

Desde a redemocratização política brasileira, ocorrida em 1985, foram disputadas 9 eleições para os cargos de Deputado Federal e Deputado Estadual. A cada eleição lideranças locais e postulantes a representantes do povo pernambucano na ALEPE ou na Câmara dos Deputados lançam candidaturas a fim de obterem significativas votações em Cabrobó, um dos maiores colégios eleitorais da região do vale do São Francisco.

Dentre os candidatos a deputado federal, 3 políticos já figuraram mais de uma vez como os mais votados em Cabrobó: Gilson Machado Filho (1986 e 1990); Inocêncio Oliveira (1994 e 2002) e Gonzaga Patriota (2010 e 2018). Gilson, tio de Gilson Machado Neto, ex-ministro do turismo do governo Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Senado em Pernambuco, foi um dos principais caciques do PFL (posteriormente Democratas, e hoje em dia fundido ao PSL para formar o União Brasil) no estado. Recebeu nas eleições de 86 e 90 mais que o dobro dos votos obtidos pelos segundos colocados na votação (o atual senador Fernando Bezerra Coelho, à época no PMDB, com 1.429 votos, e o ex-prefeito do Recife Roberto Magalhães, também do PFL, com 773 votos, respectivamente).

Inocêncio Oliveira também foi importante nome da ARENA e do PFL no estado, e teve nomes importantes da política cabroboense o apoiando em seguidas eleições, como o ex-vereador por 7 mandatos Romero Gomes, obtendo 2.873 votos em 1994, e 2.528 votos em 2002.

Já Gonzaga Patriota, que cumpre seu 9° mandato como deputado federal, foi o mais votado entre os postulantes ao cargo federal em 2010, obtendo a mais alta votação em Cabrobó desde 86 com 7.446 votos, e em 2018, com exatos 2.213 votos, superando os segundos colocados Inocêncio Oliveira e Raul Henry, respectivamente. Já o petrolinense Osvaldo Coelho (3.055 votos); o ex-senador Armando Monteiro (3.831 votos) e o peesibista João Fernando Coutinho (5.608 votos), foram os mais votados, sequencialmente, nos anos de 1998, 2006 e 2014.

Entre os candidatos à uma vaga na Assembleia Legislativa do estado, apenas em 2010 o candidato mais votado não tinha residência ou raízes familiares fincadas em Cabrobó. Porém, o candidato de 2010, Sebastião Oliveira, primo do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, construiu ao longo dos anos uma relação muito próxima ao povo cabroboense, tendo, assim como Inocêncio, constituído amizade e apoio com o ex-vereador Romero, e com o atual prefeito do município, Galego de Nanai.

Em 1986, o empresário Valdemar Ramos (PMDB) foi o mais votado em sua terra natal, terminando com 2.673 votos ao total, o que lhe ajudou a obter a suplência, e, anos mais tarde, assumir a vaga como deputado estadual em 1988. 4 anos mais tarde, foi a vez de Antônio Freire (PTC), empresário e ex-prefeito de Terra Nova, além de irmão do ex-prefeito cabroboense João de Né Grande, terminar a eleição como o mais votado em Cabrobó, com 1.724 votos.

Em 1994 e 2002, o médico cabroboense, que exerceu os cargos de vice-prefeito e vereador no município, Dermeval Menezes, pleiteou o cargo de deputado e teve o apoio de, respectivamente, 5.491 e 4.725 cabroboenses nas urnas.

Em 98 o ex-prefeito de Petrolina Diniz Cavalcanti terminou as eleições em Cabrobó com 2.958 votos, quase o triplo da votação do segundo colocado, Ciro Coelho. O ex-prefeito Edgar Caldas, a época filiado ao PSDC, também obteve expressiva votação em sua terra, finalizando a eleição de 2006 com 3.742 votos no total, num ano onde também foi lançada a candidatura do ex-presidente da câmara de vereadores de Cabrobó, Dim Saraiva, que terminou em terceiro geral entre os mais votados no município.

Já em 2014, Lucas Ramos, sobrinho do ex-prefeito de Cabrobó Marcilio Cavalcanti, apoiado também por políticos de renome no município, obteve 5.265 votos em sua primeira eleição para o cargo de deputado. Enquanto em 2018, o florestano Rodrigo Novaes, apoiado por membros da família em Cabrobó, saiu como o mais votado do município, com expressivos 2.793 votos.

Entre cabroboenses natos, políticos de cidades vizinhas ou “forasteiros” advindos de todo o estado, eleição pós eleição o jogo político é movido pela busca incessante para obter números expressivos nas votações no município.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Esquerda nunca mais,o povo acordou,essas figurinhas carimbadas não enganam mais, é Jair ou já era, Bolsonaro presidente, amém 🙏🙏.

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