O que pensa Bolsonaro e Lula sobre segurança pública

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Diante de um quadro dramático vivido pela população provocado pela violência no Brasil, a questão segurança pública é tema prioritário nas campanhas eleitorais e isso já vem de um bom tempo. Em 1989 a primeira eleição pós “ditadura militar”, o então candidato Fernando Collor aparecia como o “salvador da Pátria”, pronto para resolver todos os problemas da Nação e inclusive o de garantir segurança pública ao cidadão. Em 1994 o então candidato Fernando Henrique Cardozo, apresenta um programa de governo baseado em 5 metas e uma delas era exatamente segurança publica.

Recentemente nas eleições de 2018 a ultima até então, o hoje presidente na época apenas candidato Jair Bolsonaro, tratou a questão segurança de forma tão prioritária que fazia questão de aparecer com uma arma na mão. O negocio surtiu um efeito tão excepcional que Bolsonaro ganhou adeptos como, por exemplo, João Doria em São Paulo, o então candidato a governador resolveu copiar o presidenciável e venceu a eleição. Quem foi na onda bolsonarista de combate a violência, se deu bem e terminou vencendo as eleições para governador no seu respectivo estado.

Nas eleições deste ano tudo leva a crer que será disputada por dois candidatos antagônicos no quesito segurança, Bolsonaro e Lula divergem em tudo e quando o assunto é segurança publica não poderia ser diferente. O atual presidente quer uma população armada para garantir proteção a família, segundo Bolsonaro o ladrão não vai tentar assaltar quem está armado. Já o ex-presidente Lula reclama da forma como a policia trata os jovens assaltantes, segundo Lula é inaceitável que a policia trate esses jovens como se fossem bandidos apenas por ter roubado um celular.

Esses pensamentos divergentes dos dois principais postulantes a cadeia numero 1 da Nação, vão ganhar espaços consideráveis na campanha e principalmente entre os seus seguidores. Assim como os adversários de Lula e Bolsonaro, vão querer explorar tais comportamentos por acharem inapropriado em tempos de crise econômica, somado aos efeitos da pandêmica por fazer crescer a fila dos desempregados. No entanto, parece que boa parte do eleitorado brasileiro, já tem uma definição em relação a candidaturas para presidente da República nas eleições deste ano.

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