Por Mayko Andreholli DRT/PE 6445
Uma coisa não se pode negar, a Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo PSB desde os tempos do saudoso Miguel Arraes, é um bloco político fortíssimo, admirado e espelho para muitos outros estados na nação, outra coisa que não se pode negar também é o desgaste natural de muitos anos à frente do Palácio do Campo das Princesas.
Em 2006 quando o grande político pernambucano, Eduardo Campos, disputou o Governo de Pernambuco, mostrou que tinha habilidade e soube comandar uma frente forte que o levou ao comando da administração estadual, com a Frente Popular forte e ganhando espaço em todas as regiões de Pernambuco, não foi tarefa difícil a reeleição em 2010. Eduardo como poucos, soube a cada tempo –diga-se eleição- atrair lideranças e aumentar ainda mais o poder de fogo da Frente Popular.
Chegado o ano de 2014, Eduardo se despede do cargo de Governador para disputar a Presidência da República, e unge o então desconhecido Paulo Câmara para encabeçar a chapa que colocaria a Frente Popular mais uma vez na disputa, dessa vez, o cansaço do PSB já começava a aparecer, Paulo não ia bem nas pesquisas e já se pensava que o bloco não ganharia a eleição, com a trágica morte do líder Eduardo, os marqueteiros da Frente conseguiram reverter a situação e Paulo Câmara é eleito Governador. A Frente Popular se consolida como mandatária da política de Pernambuco, e com facilidade Paulo é reeleito em 2018.
O cenário agora é totalmente diferente, a Frente Popular lançou o deputado Danilo Cabral como pré-candidato à sucessão de Câmara, mas ele não sai do último lugar –tomando como base aqueles candidatos com reais chances de ganhar uma eleição- e para piorar a situação, partidos da base e seus caciques estão abandonando o barco do Frente Popular e nadando para outras embarcações.
O que deve-se pensar é, o barco está furado com o desgaste natural do tempo –são quase 16 anos no poder- ou o comandante não tem noção de como conduzir a tripulação, que já percebe essa insegurança e prefere abandonar essa viagem antes que ela naufrague.
O barco está pesado, afundando e ninguém sabe se o que pesa mais é o tempo no poder, ou o nome do pré-candidato.
