O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, planeja retornar ao Brasil no dia 19 de maio. Desta vez, virá para ficar. Vai se instalar no Rio até o final da Copa do Mundo e, ao chegar, pretende apenas trabalhar nos “retoques finais” na preparação dos estádios para a competição. Espera que os eventos-teste que a Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) Programaram para as arenas que ainda estão por concluir sejam suficientes para resolver os principais problemas.
Pode não ser bem assim. Mesmo porque, testes operacionais à parte, ainda há “detalhes” superimportantes para resolver. As estruturas provisórias, por exemplo. No Itaquerão, em São Paulo, há vários itens que nem sequer foram contratados até agora. É o caso da empresa que montará as tendas que deverão abrigar a imprensa. Também não estão totalmente definidos os fornecedores do mobiliário para as áreas vips.
No Beira-Rio, em Porto Alegre, os trabalhos de montagem das provisórias começaram no último sábado com a instalação dos primeiros estúdios da empresa contratada pela Fifa para gerar e transmitir imagens da Copa. No entanto, nem tudo está resolvido. Apesar de a prefeitura e o governo estadual terem “entrado no circuito” para ajudar a viabilizar o pagamento das provisórias – por contrato, essa obrigação era do Internacional, o dono do estádio – e da criação de um incentivo fiscal para empresas interessadas em bancar total ou parcialmente os R$ 25 milhões de custo estimado da maior parte das instalações. Até agora, somente uma indústria da área de metalurgia e outra que produz refrigerantes se mostraram dispostas a investir no projeto.
Na Arena da Baixada, em Curitiba, a situação também é complicada de acordo com o próprio Valcke, que na semana passada cobrou agilidade nas estruturas para a mídia e na área de tecnologia da informação.
As estruturas provisórias têm tudo para fazer a dor de cabeça de Valcke aumentar a partir de agora. Na última sexta-feira, ele voltou a assegurar que a Fifa não vai pagar pelas estruturas e pedir o reembolso depois, embora os contratos prevejam essa possibilidade. “A Fifa não trabalha com essa hipótese e confia de que tudo estará resolvido”, disse. É esperar para ver.
