O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado nesta sexta-feira, 29, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em convenção nacional realizada em Brasília, o PSB aprovou por unanimidade a aliança com o PT.
O evento contou com a participação de Lula. A campanha do petista preferiu dar prioridade para o evento do PSB. O ex-presidente nem sequer participou da convenção do PT, realizada na semana passada em São Paulo de forma protocolar e que confirmou a candidatura presidencial petista. As cúpulas dos dois partidos ainda precisam resolver impasses nos palanques do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. A expectativa é que hajam acordos na próxima semana.
Além do PSB, o Solidariedade, PSOL, Rede, PV e PCdoB também farão parte da coligação presidencial petista. Mesmo com uma aliança nacional fechada entre os petistas e os socialistas, as duas legendas ainda precisam resolver divergências em dois Estados considerados chave.
O candidato a vice de Lula foi um dos fundadores do PSDB, legenda que historicamente rivalizou com o PT em todas as eleições presidenciais. O ex-presidente já disse diversas vezes que o convite para Alckmin compor chapa faz parte de uma estratégia de união das forças políticas para impedir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-tucano foi governador de São Paulo por 12 anos e vice-governador por seis. Ele foi o candidato do PSDB à Presidência em 2006, quando perdeu para o próprio Lula no segundo turno, e em 2018, quando ficou em quarto lugar na disputa. O candidato do PSB também já foi deputado estadual, federal, vereador e prefeito de Pindamonhangaba, sua cidade natal.
Ex-governador de São Paulo, Alckmin integrou o PSDB por 33 anos. Após atritos internos, o agora ex-tucano deixou no ano passado o partido que ajudou a fundar. Neste ano, filiou-se ao PSB para formar a aliança com Lula.
Com 69 anos, o agora candidato a vice-presidente já governou o Estado de São Paulo em duas ocasiões, de 2001 a 2006 e, depois, de 2011 a 2018, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência. Na disputa pelo Planalto naquele ano, Alckmin obteve 4,76% dos votos no primeiro turno, mesmo apoiado pelos partidos do Centrão – como PP, PL e Republicanos -, que hoje estão com Bolsonaro.
Alckmin iniciou a carreira política em 1973, durante a ditadura militar, como vereador em Pindamonhangaba (SP), onde nasceu. De 1977 a 1982, foi prefeito de sua cidade natal. Depois, atuou como deputado estadual e federal. Também foi vice-governador de São Paulo na gestão de Mário Covas, de 1995 a 2001, e secretário estadual de Desenvolvimento, de 2009 a 2010, no governo de José Serra.
Outro papel importante de Geraldo Alckmin na coligação entre PT e PSB, é que ele foi o principal padrinho politico de Alexandre de Moraes, atualmente Ministro do STF e que vem travando embate com o Presidente Jair Bolsonaro. Entre os anos de 1991 e 2002, aos 33 anos, Alexandre de Moraes, se tornou o mais novo secretário de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado, escolhido por Geraldo Alckmin (Ex-PSDB), com quem voltaria a trabalhar anos depois.
