Coelho X Coelho e a guerra politica continua

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A família Coelho é uma das mais tradicionais do estado de Pernambuco, presente na politica desde a década dos anos de 1940. Foram vários mandatos de deputado estadual; federal; prefeito de Petrolina; senador e governador. O principal nome da família foi sem duvida alguma Nilo Coelho, começou como deputado estadual sendo eleito em 1946, posteriormente deputado federal, foi secretário da fazenda e em 1967 foi nomeado governador. Em 1978 foi eleito senador da República graças a uma manobra do regime na época, sendo eleito Presidente do Congresso Nacional em 1983.

Um ano antes da sua morte Nilo Coelho liderou a família nas eleições de 1982, sendo eleito Fernando Bezerra Coelho deputado estadual, Osvaldo Coelho deputado federal, Marco Maciel senador e Roberto Magalhães governador. Nilo faleceu em 9 de novembro de 1983, pouco tempo após falar num discurso na tribuna do senado que não era presidente do Congresso do PDS e sim do Congresso do Brasil. Em 1986 houve racha na família Coelho, Fernando Bezerra Coelho resolve apoiar o então candidato Miguel Arraes para o governo de Pernambuco, contrariando a vontade da família liderada por Osvaldo.

De lá até as eleições municipais de 2016, foram sucessivas disputas interna na família Coelho de Petrolina. Inclusive uma delas foi pela prefeitura em 2004, quando Fernando tentava a reeleição e o tio Osvaldo Coelho se candidatou para impedir. Fernando venceu o pleito e foi reeleito, renunciando em 2006 para ser secretário de Eduardo Campos. Em 2016 Osvaldo Coelho já não estava mais vivo, seu grupo politico era liderado pelo filho e ex-prefeito de Petrolina Guilherme Coelho. As bandas divididas se juntam 30 anos depois em favor de Miguel, o mesmo foi eleito para o primeiro mandato de prefeito.

Nas eleições de 2020 quando Miguel se preparava para a reeleição, sua primeira movimentação foi mudar de vice. Deixou de lado a indicada de Guilherme Coelho que foi Luska Portela, para colocar o ungido do irmão Fernando Filho que foi o atual prefeito Simão Durando. Em 2020 teve inicio o racha numero 2 da família Coelho de Petrolina, sendo oficialmente confirmado por conta das eleições de 2022. Guilherme tinha certeza que teria espaço no grupo de FBC para disputar uma vaga de federal, ao perceber que esse espaço não existia caiu fora e se aliou a Raquel Lyra.

O tom de ruptura foi dado por Miguel no dia 21 de junho, em ato politico no Grande Rio Hotel, o candidato a governador disse que Guilherme é oportunista. Naquele ato o ex-gestor disse ainda que o primo pegou carona nos 5 anos de sua administração, segundo Miguel o agora candidato ao senado Guilherme é egoísta. O reforço de rompimento veio na terça-feira (16) no discurso do senador quando disse: vocês podem me perguntar o porquê que não pedi voto ao meu primo, eu respondo com outra pergunta: Porque o nosso primo não confiou no nosso projeto? Ele não merece nem o nosso respeito”, fechou FBC.

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