Há 33 anos quando o Brasil experimentou o gosto de eleger seu Presidente da República após 20 anos de Regime Militar, uma jovem estudante pintava o rosto de verde e amarelo e dizia em alto e bom tom para que todos pudessem ouvir: “Vamos transformar esta vergonha em uma Nação”. Passado todo esse tempo, com oito eleições presidenciais realizadas, cinco Presidentes eleitos, dois sendo afastados por supostas práticas irregulares, fica a nossa pergunta a essa jovem, hoje certamente senhora: Seu desejo foi realizado?
O Brasil vive um clima de instabilidade na política por conta da queda de braço entre os Poderes da República, sendo que o único não eleito pela vontade soberana do Povo é o que se ver no direito de mandar. Por conta dessa interminável disputa entre o Executivo e o Judiciário, outro dia o Presidente Jair Bolsonaro disse algo que é importante destacar. “Não tenho medo de perder uma eleição na democracia; tenho medo de perder a democracia numa eleição”, disse o mandatário número 1 da Nação.
O Supremo Tribunal Federal, um dos três poderes da República, ou melhor, o ministro Alexandre de Moraes, com poderes absolutos, tem se posicionado como alguém que é contra o governo, ou é a favor de algum candidato. Basta que o cidadão manifeste sua opinião que logo vai ser intimidado, é como se todos nós estivéssemos proibidos de manifestar nosso direito de ser livre. Certamente aquela jovem, hoje senhora, ampliaria seu desejo de transformar esta vergonha em uma Nação democrática.
Olha só até que ponto vai o posicionamento -no meu entender contraditório- do ministro Alexandre de Moraes, se eu achar que o regime militar é melhor do que a “nossa democracia” estou cometendo crime. Agora um artista incitar seu público a mandar o Presidente da República a tomar no ‘C’, aí isso é democracia? Poderes da República em confronto é prejudicial à democracia. Transformar esta vergonha numa democracia se faz necessário para que a harmonia entre os Poderes da República seja restabelecida.
