Camarão que dorme a onda leva, ou melhor, candidato que não se posiciona perde apoio.
Por: Mayko Galvão DRT/PE 6445
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB) e candidato a Governador de Pernambuco, diante das pesquisas eleitorais tem figurado entre os que não vão a um possível segundo turno. Tudo leva a crer que Marília Arraes é a peça certa no jogo que o prêmio será o comando do Palácio do Campo das Princesas –sede do Governo do Estado- e que a segunda peça desse jogo ainda é incerta, mas segundo analistas políticos, não será nenhuma surpresa se o nome for o de Anderson Ferreira, polarizando assim a eleição em Pernambuco.
Miguel fez um brilhante trabalho à frente da administração de Petrolina, deixando como uma das principais cidades do País, com obras faraônicas que encantam quem passa pela ‘Capital do Vale do São Francisco’, isso colocou Miguel como forte candidato a ocupar a cadeira que hoje pertence a Paulo Câmara, e à época na pré-candidatura contava com o apoio massivo dos Bolsonaristas, até porque seu pai, o Senador Fernando Bezerra Coelho era o líder do Governo no Senado, e com isso trouxe caminhões de dinheiro do Governo Federal para Petrolina, onde constantemente anunciava obras e emendas milionárias.
Tudo começou a desandar quando durante a inauguração do Viaduto na Avenida Sete de Setembro, com membros do Governo Federal, Miguel ‘esqueceu’ de citar o nome do Presidente Bolsonaro, na ocasião o clima já não era tão amistoso entre FBC e Bolsonaro, pouco tempo depois veio a eleição para Ministro do TCU, onde Fernando Bezerra concorria –e contava com apoio do Presidente- mas de última hora o barco naufragou e FBC amargou a derrota entregando de imediato o cargo de líder no Senado.
Os Bolsonaristas que apoiavam Miguel Coelho aos poucos foram abandonando o barco, e com isso Anderson viu sua grande chance, deixou de marchar junto a Raquel Lyra se deslocou à Brasília e recebeu o apoio de Jair Bolsonaro, com isso os ‘órfãos’ que estavam sem candidato ao Governo de Pernambuco, foram pro lado de Anderson.
Com a chegada da reta final para o grande dia da eleição, ninguém tem vida fácil para chegar ao segundo turno, a disputa pela segunda vaga é acirrada e muitos dizem que se Miguel contasse com o apoio de Bolsonaro, essa vaga seria dele. Pois bem, Miguel cochilou a onda o levou e está sendo surfada por outro.

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