Petrolina dos sonhos e dos pesadelos também

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Petrolina é a mais rica cidade do sertão de Pernambuco, segundo o IBGE tem atualmente pouco mais de 350 mil habitantes. Petrolina enfrenta problemas como em qualquer grande metrópole, sendo que por lá a falta de saneamento básico e pavimentação chega a ser incompreensível. Os bairros considerados periféricos são os mais atingidos pela falta de politicas pública das administrações, o que faz aumentar a revolta de grande parte da população com seus representantes e as autoridades que compõe o quadro da administração do município sertanejo.

Todos os dias e em diferentes horas do dia e da noite, tem alguém reclamando por alguma coisa. Gente cobrando agua nas torneiras; outros reclamando dos buracos no meio da rua; ainda tem os que ficam ‘p’ da vida por ter pisado no esgoto; também os que falam mal até da mulher do padre por conta dos moveis empoeirados. Em fim, os problemas são volumosos e a cada dia vai se tornando cada vez maiores. O que parece ser cada vez menor em toda essa situação em relação a Petrolina, é a vontade dos representantes políticos em buscar uma solução definitiva para cada problema.

A imprensa de forma geral por meio dos Blogs e das Emissoras de Radio vem recebendo reclamações dos leitores e ouvintes, são pessoas relatando esse tipo de problema na comunidade que mora. O que chega a ser mais grave em tudo isso e em conformidade com o que é relatado, é quando os problemas identificados parecem ser com mais frequentes em bairros da periferia. Há quem diga que os olhos do poder público do município, só enxerga o centro da cidade e parece ser cego quando o problema é da periferia. Tem quem diga que há duas Petrolinas, uma do centro e outra da periferia.

Conversando com moradores dos bairros José e Maria; Dom Malan; Cohab 2; Vila Marcela e Henrique Leite, pudemos ouvir um pouco da revolta desses que enfrentam na pele problemas comuns da mesma cidade. A revolta é tão grande que unanimemente soa o mesmo tom de indignação, gente que trabalha no centro e percebe a diferença existente. Seu Valério morador do bairro José e Maria fez uma dramática observação, segundo o mesmo quem mora em bairros periféricos vivem constantes pesadelos e quem mora no centro vive a realização dos sonhos da cidade dos impossíveis.

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