Em greve desde 23 de abril, os professores e servidores da educação municipal de São Paulo fizeram uma manifestação nesta terça-feira, 20, da Avenida Paulista à sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, no centro. Os profissionais pedem reajuste de salário e melhorias na carreira e condições de trabalho. O ato colaborou com o dia de caos provocado por protesto de motoristas de ônibus. A próxima assembleia ocorre na sexta-feira, às 14 horas, em frente à Prefeitura. Segundo o Sinpeem, sindicato que lidera o movimento, a manifestação teve 15 mil pessoas e a greve chegou a 65% das escolas – parcial ou totalmente. A categoria decidiu manter a greve. Todos os servidores da educação já receberam neste ano 13,43% de reajuste. Com o reajuste e abono, o piso do professor chegou a R$ 3 mil. Os sindicalistas ponderam que o porcentual estava previsto em lei da gestão passada e não pode ser visto como uma realização da atual gestão.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestam na tarde desta terça-feira, 20, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Segundo os participantes, o ato é pacífico e reúne moradores da ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste. A coordenação do movimento estima que cerca de 4 mil famílias estejam acampadas no terreno de propriedade da construtora Viver. A área de 150 mil m² ocupada pelos sem-teto desde o dia 3 de abril fica a quatro quilômetros da Arena Corinthians, conhecida como Itaquerão, onde será o primeiro jogo da Copa do Mundo. Em função da manifestação, que é acompanhada pela Polícia Militar, o Shopping JK Iguatemi e outros estabelecimentos comerciais fecharam as portas.
Sem avisar as autoridades e a população de São Paulo, motoristas e cobradores de ônibus estacionaram os veículos nas principais vias da cidade, mandaram os passageiros descer no meio do trajeto e deflagraram nesta terça-feira, 20, uma paralisação surpresa. Até as 21h, os grevistas haviam fechado 15 dos 28 terminais urbanos municipais da capital e ao menos 205 linhas haviam sido afetadas pelo movimento. O prefeito Fernando Haddad (PT) informou não saber a motivação do protesto e prometeu acionar a Polícia Federal para investigar a ação.


