Pasta afirmou que o governo Lula ainda era recém-empossado à época da ação dos extremistas. Ministro-chefe do GSI pediu demissão nesta quarta-feira
A Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom) afirmou, nesta quarta-feira (19/4), que, à época dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, havia muitas equipes remanescentes da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada por meio de nota, após a divulgação de imagens em que agentes e o próprio ministro-chefe da pasta foram flagrados interagindo com os golpistas.
Segundo o governo, no dia do ataque, o governo Lula era recém-empossado “portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio”.
A Secom informou que todos os agentes que aparecem nos vídeos estão sendo identificados e que o governo está tomando todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio. Diante da polêmica, Dias Gonçalves, até então ministro-chefe do GSI, pediu demissão. Ele decidiu sair do cargo após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista já havia sido aconselhado por aliados a exonerar o general.
Leia a nota completa da Secom
A violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio.
As imagens do dia 8 de janeiro estão em poder da Polícia Federal, que tem desde então investigado e realizado prisões de acordo com ordens judiciais.
No dia 17 de fevereiro, a Polícia Federal pediu autorização para investigar militares e, a partir do dia 27 de fevereiro, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tem realizado tais investigações, inclusive com a realização de prisões.
Dessa forma, todos os militares envolvidos no dia 8 de janeiro já estão sendo identificados e investigados no âmbito do referido inquérito. Já foram ouvidos 81 militares, inclusive do GSI.
O governo tem tomado todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio.
E reafirma que todos os envolvidos em atos criminosos no dia 8 de janeiro, civis ou militares, estão sendo identificados pela Polícia Federal e apresentados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A orientação do governo permanece a mesma: não haverá impunidade para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro.
Secretaria de Comunicação Social
