A reeleição no Brasil para cargos no executivo começou a valer a partir das eleições de 1998, com Fernando Henrique Cardoso sendo reeleito em primeiro turno para continuar na Presidência da República. Os prefeitos eleitos no pleito eleitoral de 1996 tiveram a oportunidade de disputar a reeleição em 2000, em Petrolina o então prefeito Guilherme Coelho (PFL) abriu mão do direito de disputar tendo em vista a baixa popularidade.
Naquele ano Fernando Bezerra Coelho (PPS) que vinha de um exitoso governo (1993/1996), entrou na disputa e venceu Luiz Eduardo (PFL) candidato de Guilherme com esmagadora vantagem de votos. Em 2004 FBC (PPS) foi para a reeleição e enfrentou dois fortes oponentes, Gonzaga Patriota (PSB) e Osvaldo Coelho (PFL). Com Odacy Amorim na chapa como vice, Fernando Bezerra Coelho foi reeleito para o 3º mandato.
Fernando Bezerra Coelho renunciou o mandato em 2007 para assumir importante pasta no primeiro governo de Eduardo Campos, com isso o vice Odacy Amorim assumiu a gestão municipal fazendo uma ótima administração. Tanto que muitos já davam como certa sua reeleição em 2008, Odacy foi surpreendido pelo chamado fogo amigo que veio de dentro do PSB comandado pelo deputado Gonzaga Patriota.
Com a briga interna do partido do então governador Eduardo Campos em Petrolina, quem levou vantagem foi o desconhecido Julio Lossio (MDB) que foi eleito prefeito de Petrolina. Julio fez uma ótima administração principalmente na área da educação, Lossio chega em 2012 com o desafio de ser reeleito prefeito disputando contra Fernando Filho (PSB) e Odacy Amorim (PT). Petrolina manteve o costume, reelegeu Julio prefeito de Petrolina.
A chance do grupo de FBC retomar o comando administrativo de Petrolina veio em 2016, Miguel Coelho eleito deputado estadual em 2014 foi o nome do grupo de FBC. A aposta surtiu efeito, principalmente com a adesão de Guilherme Coelho. Naquela eleição Petrolina ainda não tinha eleitor suficiente para forçar um possível segundo turno, Miguel venceu os candidatos Odacy Amorim (PT); Adalberto Cavalcanti (PTB) e Edinaldo Lima (MDB).
Miguel vai à reeleição em 2020 contra várias candidaturas de peso como: Gabriel Menezes (PSL); Julio Lossio Filho (MDB) e Odacy Amorim (PT). Com uma popularidade invejável o então prefeito foi reeleito no primeiro turno, conseguindo a impressionante votação de mais de 76% do total de votos válidos. Em 2022 ele renuncia para disputar o Governo de Pernambuco, assume seu vice Simão Durando que vai para a reeleição ano que vem.
Além do legado deixado pela boa gestão de Miguel Coelho, Simão conta com apoio de todo grupo político de FBC. Sem falar que se trata de um político habilidoso, que vem fazendo o dever de casa e contando com a confiança da população. Até esse momento a oposição não dá sinais de que terá força para o enfrentamento, embora o deputado federal Lucas Ramos já se colocou como pré-candidato e que vai trabalhar a união das forças.
Levando em consideração que todos os prefeitos de Petrolina que tentaram a reeleição obtiveram êxito, Simão Durando conta a seu favor para 2024 com o histórico comportamento do eleitor do município sertanejo. Lembrando apenas que Guilherme Coelho foi o único prefeito de Petrolina não reeleito, uma vez que ele abdicou do direito de disputar a reeleição no pleito de 2000 quando estava em seu segundo mandato (1997/2000).
