O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nesta quinta-feira (14/12) que “pela 1ª vez na história” o governo conseguiu colocar um “ministro comunista” no STF (Supremo Tribunal Federal). A declaração foi dada em referência ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, filiado ao PC do B (Partido Comunista do Brasil) por 15 anos. O indicado por Lula foi aprovado no Senado na quarta-feira (13/12).
“Pela 1ª vez na história desse país, conseguimos colocar na Corte um ministro comunista, um companheiro da qualidade de Dino”, disse em cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Juventude, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Indicado por Lula para vaga no STF, Dino foi sabatinado na quarta-feira no Senado Federal. Dino obteve no plenário da Casa Alta 47 votos favoráveis e 31 contrários à sua indicação.
Durante a sabatina –que durou 10 horas e 2 minutos–, Dino evitou falar de processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e falou de temas como descriminalização do aborto, fake news, tensão entre Poderes e urnas eletrônicas.