A presidente Dilma Rousseff admitiu neste domingo a possibilidade de um reajuste “futuro” no preço da gasolina, mas esclareceu que é algo que ela não tem “competência” para uma decisão, por isso que pediu para não misturar este tema com as eleições de outubro, nas quais concorre à reeleição.
A falta de um ajuste no preço da gasolina, por um “interesse político”, foi um dos motivos apontados pelo mercado para os resultados da Petrobras abaixo dos esperados no segundo trimestre. O lucro líquido da Petrobras no segundo trimestre do ano foi de R$ 4,959 bilhões, 20% menos do que o resultado no mesmo período de 2013.
Nesse sentido, a presidente defendeu o aumento de preços “sistemáticos” da estatal que é entregue às distribuidoras, como em 2012 e 2013. “Acho que esses resultados serão revertidos”, acrescentou Dilma, assegurando também que é um “dever de Estado” o fato de “preservar” a companhia e não misturar esse tema com as eleições de outubro.

