A candidata à reeleição à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) voltou a defender, ontem, a realização de uma consulta popular para tratar da reforma política, que inclui temas como o financiamento público de campanha e maior moralidade nos processos eleitorais e de governo. No auge dos protestos que tomaram as ruas das principais cidades do país, em junho do ano passado, Dilma também fez essa proposta, que acabou não sendo referendada pelo Congresso Nacional.
“É oportuno que se faça isso (a reforma política) para ter mais transparência e mais ética nas relações político-eleitorais e também uma discussão muito clara sobre a questão do financiamento público de campanha”, disse a candidata, durante entrevista a jornalistas no Palácio da Alvorada.
Dilma abordou o tema após ter recebido dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Palácio do Planalto, antes de conceder a entrevista. Os dois conversaram sobre um projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política escrito pela CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil e várias outras entidades.
