Após críticas, guia de Dilma deixa de comparar Marina a Collor

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Após críticas de parlamentares do PT à propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff que comparou a candidata Marina Silva (PSB) aos ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, o programa da petista exibido hoje não abordou o tema.

Durante a propaganda que foi ao ar na terça-feira, um narrador disse que “duas vezes na nossa história, o Brasil elegeu salvadores da pátria. Chefes do partido do ‘eu sozinho’ E a gente sabe como isso acabou. Sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade”.

Nesse momento, imagens de Jânio Quadros, que renunciou à Presidência em 1961, e da Folha de S.Paulo da época do impeachment de Fernando Collor, em 1992, apareceram na tela.

A oposição reagiu dizendo que o PT estava revivendo a campanha do “medo” do qual foi já foi alvo. Ontem, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu que a campanha petista não adote o discurso do “medo” contra a candidata Marina Silva (PSB).

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) também se manifestou contra a propaganda: “Eu não usaria o Jânio nem o Collor. São coisas e momentos diferentes”, afirmou. Vicente Cândido (PT-SP) disse que “comparar a Marina ao Jânio não é a melhor maneira. Acho muito ruim essa linha de críticas”.

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