A campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff já deu início às articulações para um segundo turno contra a candidata do PSB, Marina Silva. O PT aposta, por um lado, na migração de votos do tucano Aécio Neves, principalmente no Rio e em Minas Gerais. Por outro, vai investir na força do PMDB em estados em que o partido do vice Michel Temer estava aliado ao PSDB ou a Marina, mas que, a partir de 5 de outubro, terá que se “enquadrar”. A maior dificuldade é São Paulo, onde há um claro diagnóstico de que a rejeição ao PT se solidificou ao longo do tempo. Integrantes do governo contabilizam que, para ganhar a disputa, Dilma terá de absorver cerca de 30% dos votos de Aécio em todo o Brasil. Para obter esse resultado, a estratégia varia em cada região.
Coordenadores da campanha de Dilma pediram ao PMDB um mapeamento dos estados onde há margem para conversa com os que aderiram à candidatura de Aécio no primeiro turno. O comando nacional do PMDB avalia como possível, numa disputa contra Marina, o apoio “praticamente na íntegra” dos peemedebistas do Rio que fizeram o movimento Aezão; de Paulo Hartung, favorito na disputa pelo governo do Espírito Santo; de Geddel Vieira Lima, que disputa o Senado na Bahia; e de Henrique Alves, que concorre a governador no Rio Grande do Norte. Esse último apoia formalmente Dilma, mas, na prática, não teria se empenhado na reeleição da presidente.
