Depois de participar nesta terça-feira (21), de um evento promovido pela Articulação no Semi Árido (ASA) em Petrolina, no Sertão pernambucano, a candidata à reeleição Dilma Rousseff visitou a Mata Norte do estado. Acompanhada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do senador Humberto Costa, coordenador da campanha em Pernambuco, ela visitou a fábrica da Fiat.
Cerca de mil funcionários esperavam a comitiva, que contou também com o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner. O senador Humberto Costa foi relator no Senado Federal da Medida Provisória que garantiu a vinda da fábrica para Pernambuco. A produção deve começar no primeiro trimestre do próximo ano e os investimentos do grupo chegam aos R$ 10 bilhões. A previsão fica entre 250 e 300 mil veículos por ano, além de gerar 8 mil empregos diretos.
Numa rápida coletiva com a imprensa, ainda na fábrica, Dilma foi enfática. “Quero trazer para cá projetos como o da Fiat. Ou como o Arco Metropolitano. Assumi o compromisso dessa obra, porque não somos a favor de pedágios nas regiões metropolitanas. Eleita, farei esse Arco, custe o que custar”, pontuou.
O senador Humberto Costa lembrou da importância da empresa. “Para nós, a vinda da Fiat para Pernambuco representou a possibilidade de um novo tipo de indústria, com um grande valor agregado, capaz de criar milhares de empregos, não somente na própria fábrica, mas também uma série de indústrias que chegaram por causa da Fiat”.
Logo após a visita, a comitiva seguiu para uma das principais ruas do Centro de Goiana, conhecida como Rua da Baixinha. Muita gente já esperava desde cedo, acompanhando a montagem da estrutura para o comício. Entre essas pessoas estava a aposentada Alice Rodrigues, de 88 anos. Moradora de Botafogo, distrito de Igarassu, cidade vizinha a Goiana, não via a hora de assistir a passagem da presidenta Dilma.
“Não vejo a hora de vê-la. Antigamente a gente não tinha nada mas como Lula e Dilma as coisas mudaram. Ninguém tinha trabalho, morria de fome. Agora nos consideramos pessoas ricas, com saúde, comida e emprego. E ela vai ganhar de novo”, afirmou emocionada.
DISCURSO
Cerca de oito mil pessoas lotaram a área reservada para o evento. Além dos moradores da cidade, caravanas de cidades de várias regiões prestigiaram o evento, que teve início com as palavras de Lula.
“Estamos provando que o Nordeste não é feito por homens e mulheres de segunda categoria”, disse. E alfinetou: “Houve alguém, que já foi presidente desse país, professor da USP, que depois das eleições disse que a companheira DIlma só ganhou no Norte e Nordeste porque ela não tem informação. Nós temos tanta informação que a gente resolveu nunca mais votar num tucano para governar nosso país”, disparou.
Em seguida, a presidente Dilma fez questão de lembrar das mulheres pernambucanas. “Aqui as mulhEres brasileiras, as mulheres guerreiras de Tejucupapo mostraram que, na hora necessária, elas levantam para defender o Brasil”, falou. Se referindo a passagem conhecida como Heroínas de Tejucupapo, quando moradoras de Tejucupapo, distrito de Goiana, expulsaram invasores Holandeses da cidade.
Logo depois, Dilma falou sobre a governabilidade para todo o Brasil. “Respeitamos os governadores eleitos, porque respeitamos o povo que os elegeu. Serei parceira de todos. Como o daqui de Pernambuco, porque foi o povo que lhe deu o mandato“, destacou.
No final do discurso, a candidata à reeleição lembrou de como o Pronatec, Minha Casa, Minha Vida, Ciências Sem Fronteiras, entre outros projetos do Governo Federal, criado por ela e pelo então presidente Lula. Fez também um pedido à população: “Peço, humildemente, que votem em mim e mostrem, no dia 26, que o Brasil vai seguir no rumo certo”.

