6 de dezembro: homens unidos pelo fim da violência contra mulheres

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Envolver os homens no enfrentamento à violência contra as mulheres e promover a igualdade de gênero são desafios colocados pela campanha HeForShe, da ONU Mulheres, e relembrado há mais de duas décadas pela Campanha do Laço Branco. A mobilização internacional ocorre no dia 6 de dezembro e integra as ações dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

No Brasil, as primeiras iniciativas da Campanha foram realizadas em 1999 pelo Instituto Papai, em Recife, e pelo Promundo, em Brasília. Responsável pela organização da Campanha do Laço Branco em São Paulo junto com a Ecos – Comunicação em Sexualidade, o filósofo Sérgio Barbosa explica que, além das atividades do dia 6 de dezembro, a Campanha desenvolve ações de conscientização em fábricas, empresas e instituições públicas, por meio de palestras, intervenções e ações preventivas que buscam mostrar como é possível resolver conflitos sem o uso da violência.

“O homem precisa, primeiramente, reconhecer a violência de gênero como um problema enraizado em nossa sociedade e como uma forma real de agressão, seja física ou moral, e a partir daí denunciar e mudar seus hábitos para evitar a propagação de uma cultura de violência”, completa o filósofo, que coordena o serviço de responsabilização para homens autores de violência do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Desenvolver ações nesse sentido nem sempre é fácil, pois os recursos disponíveis para as atividades são poucos. “Os órgãos públicos ainda investem muito pouco na Campanha em seu âmbito de ações preventivas de longo prazo”, lamenta.

Segundo Sérgio, a Campanha é voltada, em princípio, para homens não agressores e tem a intenção de incentivar esses homens a denunciar quando se depararem com uma situação de violência contra a mulher. “A Campanha é justamente para reforçar o lado positivo. Não é só para lembrar o massacre no Canadá, mas também para lembrar o que temos no Brasil: uma visão positiva de outros homens que não cometem violência contra a mulher e possam ser exemplos de uma sociedade mais equitativa, justa e honesta”.

pg instituto

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