Durante o encontro, Graça afirmou que, independentemente das suspeitas, o desgaste chegou a tal ponto que a gestão da empresa está comprometida, chegando à conclusão de que somente uma nova diretoria poderá superar a atual crise da empresa, opinião compartilhada por outros diretores da companhia.
A ideia é que um novo presidente e um novo diretor financeiro, vindos de fora dos quadros da empresa e com liberdade para compor a equipe, poderiam completar a diretoria das áreas técnicas com quadros da própria Petrobras. No Palácio do Planalto, porém, interlocutores de Dilma afirmam que ela não deu nenhum sinal de que pretende trocar o comando da Petrobras.
Segundo informações do site G1, amigos de Graça Foster avaliam que a presidente da Petrobras pode estar no limite de sua resistência pessoal. Relatórios internos da Petrobras apontam indícios de que ex-diretores da estatal interferiam e faziam ajustes nas listas de empresas a serem convidadas para licitações, segundo informações divulgadas ontem pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.
O relatório estudou 30 licitações e ouviu 71 pessoas. De acordo com o documento, mais da metade das licitações ficou com as empresas investigadas na Operação Lava Jato.
O relatório afirma que os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque acompanhavam passo a passo as licitações e que teriam interferido na escolha das empresas que iriam participar da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e acabaram tomando decisões que tornaram mais elevados os custos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Com informações Correio da Bahia
