Nunca o discurso de posse de um senador da República foi tão aguardado como está sendo o de Fernando Bezerra Coelho, sertanejo da cidade de Petrolina e membro de umas das mais tradicionais famílias da política do estado, foi eleito em outubro do ano passado em uma disputa que poucos acreditavam que seria possível chegar ao final como vencedor.
Logo após as eleições do dia 5 de outubro as relações entre os eleitos, Paulo Câmara, Governador e Fernando Bezerra Coelho, Senador, já não era mais igual ao do período de campanha. Terminado o primeiro turno, Fernando defendia uma reaproximação com o PT, Paulo e a família de Eduardo Campos, intransigentemente optaram por uma oposição radical a reeleição da petista.
Terminada a campanha e dado inicio a montagem do governo de Câmara, FBC já não se sentia mais tão à vontade com o companheiro de majoritária. Até chegou a emitir nota a imprensa demonstrando sua inteira insatisfação com o correligionário, onde reclamava da falta de atenção por não ter sido ouvido para a escolha de nomes do secretariado de Paulo Câmara.
Por tudo isso se espera uma reação do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), logo em sua estréia na tribuna do senado da República, logo após a posse que acontecerá no dia 1º de fevereiro. Para muitos FBC, usará um tom não agressivo, mais conciliador, sem perder a postura de líder com absoluta independência. É possível que trecho do último discurso do seu tio, o Senador Nilo Coelho, que quando presidente do Congresso Nacional imortalizou a frase. “Não sou Presidente do Congresso do PDS, sou presidente do Congresso Nacional do Brasil”. Seja lembrado por Fernando para dizer que não é Senador para fazer a vontade do PSB, sim do povo pernambucano.
