O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) rebateu nesta qui(21) as declarações do líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), de que o governo estaria interferindo diretamente na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Além do peemedebista, também concorrem à presidência o petista Arlindo Chinaglia (SP), principal oponente de Cunha, e o oposicionista e líder do PSB, Júlio Delgado (MG).
“Esta acusação é absolutamente indevida. Nós temos três candidatos disputando a presidência da Câmara, os três são legítimos. E os votos estão sendo buscados e disputados de forma legítima. Do mesmo jeito que eu tenho que respeitar os votos daqueles que apóiam, por exemplo, o deputado Eduardo Cunha ou o deputado Júlio Delgado, eu espero que eles respeitem os votos dos que apóiam a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia”, argumentou Fontana, que disse ser normal a ação de atores políticos, como ministros, na campanha. “Não dá para impugnar a participação dos diferentes atores políticos; essa eleição também movimenta as bancadas de estados, governadores e prefeitos e tudo influi”, afirmou.
Fontana rebateu ainda a declaração de Cunha de que, uma eventual vitória de Chinaglia, iria trazer “sequelas” para a Câmara, que ficaria submissa ao Planalto. “Não vejo nenhuma possibilidade de sequelas por conta dessa disputa. Tem tanta legitimidade a candidatura do Eduardo quanto a do Arlindo. Do mesmo jeito que ele, há alguns meses lançou sua candidatura, e começou legitimamente a buscar apoios, eu estranho que alguém diga que uma vitória do Arlindo vai trazer problemas para a nossa governabilidade”, rebateu.
