O deputado federal e candidato a comandar a Câmara dos Deputados no próximo biênio, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cunha declarou ontem guerra na base aliada da presidente Dilma Rousseff.
Elevou a temperatura da disputa que trava com o candidato do PT, Arlindo Chinaglia (SP), ao chamar o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), de “fraco”, “radical” e “desagregador”. Mais: “Ele [Fontana] levou o governo a várias derrotas pelas suas posições”, escreveu no Twitter.
As farpas vieram à tona um dia após o petista apelar, em vão, que a disputa pela presidência da Câmara não deixe sequelas na base aliada. E por ter considerado “inaceitável” a acusação feita por Cunha, ao chamar de “alopragem”, numa referência ao PT, a suposta tentativa de chantagem de que teria sido vítima, conforme gravação entregue à Polícia Federal.
Seja qual for o resultado, Cunha anunciou a ruptura: “A bancada do PMDB na Câmara não reconhecerá mais a sua liderança e não se submeterá mais a ela”.
Fontana, além de ser líder do governo na Câmara, é um dos principais articuladores da campanha de Chinaglia. Segundo Fontana, a disputa está em aberto e o resultado, neste momento, é imponderável.
O presidente nacional do Solidariedade (SD), deputado Paulinho da Força (SP), e o líder do partido na Câmara, Arthur Maia (BA), entraram em rota de colisão com o PSB. Eles repudiam a candidatura do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) na disputa pela presidência da Casa. Em nota oficial, os dois afirmam que a candidatura do pessebista se tornou uma “linha auxiliar do PT”. No ano passado, o SD fechou apoio a Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O SD ameaça romper com o bloco de oposição formado para esta legislatura, com as participações dos partidos PSDB, PSB, PV e PPS, que lançaram Delgado como um nome da oposição.
Com informações DCI
