O Dia Mundial da Água, criado pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 1922, quando também divulgou um documento importante para o uso e preservação dos recursos hídricos a Declaração Universal dos Direitos da Água.
No Brasil existem aproximadamente 12% da água potável disponível, porém a falta de vontade política para sanar os problemas que envolvem a utilização desse bem precioso, juntamente com a falta de conhecimento de grande parte da população, deixa vulnerável o futuro da natureza humana. A falta de investimentos públicos com esgotamento sanitário, agregado ao baixo investimento na educação, transforma a vida em morte.
O Brasil, apesar de ter água em abundância, enfrenta problemas graves. A maior parte da população, 80%, se concentra em cidades litorâneas ou próximas a elas, onde apenas 16% da água doce estão disponíveis. A ocupação desordenada de áreas protegidas, como mananciais, compromete o abastecimento dos grandes centros urbanos. O que ontem, a falta de água era uma problema para aqueles moradores da zona rural, hoje se entende as regiões tidas no passado como mananciais.
As bacias devem ser tratadas como algo, de suma importância, pois são elas as responsáveis pela existência das nascentes, que por sua vez são fontes de água importantíssimas para a humanidade. Uma nascente, também conhecida como olho d’água, nada mais é que o aparecimento, na superfície do terreno, de um lençol subterrâneo, dando origem a cursos d’água. As estratégias de preservação das nascentes devem englobar pontos básicos como: controle da erosão do solo por meio de estruturas físicas e barreiras vegetais de contenção, minimização de contaminação química e biológica, e evitar, ao máximo, as perdas de água através da transpiração das plantas.
Em todas as atividades realizadas pelo homem, a falta da água terá consequências indesejáveis. Mas na agropecuária em especial, em que a água é requerida em todo tipo de empreendimento, o resultado será ainda mais danoso à humanidade, tendo em vista que se trata da atividade responsável pela produção de alimentos.
As principais causas da degradação das bacias são: cortes intensivos de florestas nativas, queimadas, pastoreio intensivo, mau planejamento na construção de estradas, loteamentos em locais impróprios e a falta de reflorestamento. Portanto, concluímos com uma frase de Mauricio de Sousa: “Tenha a consciência limpa: não desperdice hoje para não faltar depois”.
