O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) chegou à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Condenado pelo mensalão e investigado pela Operação Lava Jato por suspeita de ter recebido R$ 5,3 milhões desviados da Petrobras, o ex-deputado federal cumpria pena, em regime semiaberto, no Centro de Ressocialização de Canhotinho (CRA), no Agreste de Pernambuco.
Corrêa foi transferido de Canhotinho para o Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no domingo à tarde. O ex-parlamentar embarcou em um voo da Gol às 5h40 da manhã, escoltado por agentes da Polícia Federal.
A transferência de Pedro Corrêa para a carceragem da PF em Curitiba foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (10). Barroso é responsável pelas execuções penais dos presos no processo do Mensalão.
O prazo para Corrêa ficar detido é indefinido, de acordo com o mandado de prisão preventiva. A intenção é evitar a ocorrência de novos crimes.
Documentos obtidos pela PF apontam que Pedro Corrêa (PP-PE) pediu dinheiro ao doleiro Alberto Youssef por e-mail, visitou ao menos 23 vezes os escritórios do doleiro e tinha movimentação financeira incompatível com seus rendimentos. Segundo a PF, Corrêa continuava recebendo dinheiro de Youssef, mesmo depois de ser condenado no mensalão.
Para o juiz Sergio Moro, as provas mostram que Corrêa usou o mandato para enriquecer ilicitamente e que usou sua posição no PP para o mesmo objetivo. Moro também determinou o bloqueio dos bens de Corrêa e de outras três pessoas ligadas a ele, por meio das quais o ex-deputado teria movimentado dinheiro.
Um deles é um empregado rural de Corrêa. Segundo a PF, o funcionário recebeu mais de R$ 700 mil entre 2010 e 2014, sendo que nem sequer apresentou declaração de Imposto de Renda. Os depósitos para ele eram seguidos de saques no mesmo dia.
A PF obteve um e-mail enviado por Corrêa a Youssef no qual ele informa uma relação de contas bancárias dele e de pessoas ligadas a ele com os valores para depósitos, que depois se confirmaram. Um laudo detectou incompatibilidade entre a movimentação financeira do ex-deputado e seus rendimentos.
