Armando Monteiro anuncia plano nacional de exportação ao tomar posse no Ministério do Desenvolvimento

0

armando-monteiro-posse-ministerio-580x392

Ao tomar posse como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, nesta quarta-feira (7), o pernambucano Armando Monteiro Neto (PTB) anunciou que, nos próximos meses, a pasta estará lançando um plano nacional de exportação, que será construído em parceria com o setor privado. Dentre as medidas anunciadas, Armando prometeu reduzir entraves ao financiamento para exportação.

O novo ministro defendeu a necessidade de o Brasil atingir uma nova dimensão no setor de comércio exterior e citou o Mercosul, os Estados Unidos e a China como os principais parceiros comerciais do País. O petebista pregou que o Brasil precisa ter mais inserção no mercado internacional.

Armando Monteiro lembrou que o Brasil é o 7º PIB mundial, mas é apenas o 22º exportador. Ele também disse que o País representa hoje apenas 1,2 do volume total de exportações no mundo e é responsável por apenas 0,7% das exportações de manufaturados.

“Não há política industrial sem uma política ativa de comércio exterior. São faces da mesma moeda”, defendeu. o novo ministro também afirmou que há um “sentido de urgência” na adoção dessas medidas.

Além do plano nacional de exportação, Armando elegeu outros quatro eixos para sua gestão no ministério: a realização de reformas micro-fiscais; a renovação do parque fabril brasileiro; estímulo à inovação; e aperfeiçoamento da governança.

“O necessário ajuste macroeconômico não pode ter efeito paralisador sobre a agenda de avanço da competitividade”, pregou ainda o novo ministro ao falar sobre os cortes a que o governo federal vai ter que se submeter. “Somente o crescimento da competitividade permitirá a sustentabilidade do crescimento dos salários e dos empregos”, alertou.

A posse de Armando Monteiro foi prestigiada por 13 outros ministros do governo Dilma Rousseff (PT). Dentre eles, o trio que compõe a equipe econômica do Planalto: o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini; o ministro da Fazenda, Joaquim Levy; e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

O auditório do Banco Central, onde ocorreu o evento, tem 450 lugares; porem mais de 600 pessoas compareceram. O local foi escolhido por ser o maior auditório da Esplanada dos Ministérios.

Até o momento, a posse de Armando foi a mais prestigiada dentre os novos ministros da presidente Dilma Rousseff (PT). Estavam lá o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; o empresário Jorge Gerdau; e os senadores Eduardo Suplicy (PT) e Fernando Collor (PTB).

Antecessor – Em discurso antes de passar o cargo para Armando, o antecessor Mauro Borges disse que o pernambucano era a pessoa certa no tempo certo para comandar o Mdic e elegeu como maior desafio a deficiência de competitividade na indústria brasileira.

O ex-ministro também defendeu que nos últimos anos o Brasil adotou uma política industrial defensiva para atravessar a crise e, por isso, não teria havido um avanço mais significativo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome