Brasil participa da Cúpula do Cairo e faz apelo para ampliação do apoio humanitário no conflito em curso no Oriente Médio

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Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira representou o presidente Lula no encontro, que reúne representantes de diversos países do Oriente Médio, Europa, Ásia, África e do continente americano

Ao se dirigir neste sábado, 21 de outubro, aos representantes de diversos países do Oriente Médio, Europa, Ásia, África e do continente americano que participam da Cúpula da Paz do Cairo, no Egito, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que há necessidade premente da adoção de medidas que permitam a ampliação do apoio humanitário aos cidadãos de Gaza afetados pelo conflito no Oriente Médio.

“Há um amplo chamado político em favor da abertura das pausas humanitárias urgentemente necessárias, do estabelecimento de corredores humanitários e da proteção dos profissionais da área humanitária”, frisou Mauro Vieira, que discursou em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o representante do Governo Brasileiro no encontro.

A Cúpula marca a primeira discussão envolvendo diversos países na busca por um processo de paz para o conflito no Oriente Médio, após a tentativa de aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil durante o mês de outubro.

“Apesar desses esforços, lamentavelmente o Conselho de Segurança não pôde adotar uma resolução no dia 18 de outubro. No entanto, os muitos votos favoráveis – de 12 dos 15 membros – evidenciam o amplo apoio político em favor de uma ação rápida por parte do Conselho. Acreditamos que essa visão é compartilhada pela comunidade internacional em geral”, declarou Mauro Vieira.

Além do Brasil e do país anfitrião, participam da Cúpula os Estados Unidos, Grécia, Itália, Espanha, Reino Unido, Kuwait, Japão, Palestina, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Nações Unidas, Bahrein, França, Catar, Líbia, Kuwait, Arábia Saudita, Alemanha, Noruega, Oman, Grécia, Iraque, Rússia, Marrocos, África do Sul, Chipre, Turquia, Mauritânia, Canadá, além de representantes da União Europeia, União Africana, Nações Unidas e Liga dos Estados Árabes.

DIREITO HUMANITÁRIO

Ao longo de seu discurso, Mauro Vieira reiterou que a proteção aos civis é fundamental, e que as partes envolvidas no conflito devem estar atentas à manutenção dos direitos internacional e humanitário.

“A trágica situação em curso na Faixa de Gaza é de máxima preocupação. Devemos esforçar-nos para evitar qualquer possibilidade de que o conflito se espalhe pela região. Todas as partes devem proteger integralmente civis e respeitar o direito internacional e o direito humanitário internacional. A comunidade internacional deve empregar ao máximo seus esforços diplomáticos para assegurar o pronto estabelecimento de pausas e corredores humanitários, bem como de um cessar-fogo imediato”, cobrou o ministro, que lamentou as mortes já confirmadas e os ataques a instalações civis.

“A destruição de infraestrutura civil, incluindo de atendimento à saúde, é inaceitável. Acompanhamos com consternação a explosão de bomba ocorrida no hospital Al Ahli-Arab, e lamentamos as centenas de mortes de civis, incluindo pacientes, médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da área humanitária. Conforme afirmou o presidente Lula, a atual crise requer com urgência uma ação humanitária multilateral com o propósito de acabar com o sofrimento de civis encurralados pelas hostilidades”.

O representante brasileiro também fez questão de exaltar os esforços do governo do Egito na promoção do encontro e destacou que a posição do Brasil será sempre a de buscar o diálogo para uma solução que possa encerrar o conflito.

“Congratulo o governo egípcio pelos esforços na organização tão expedita desta cúpula. A missão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva me confiou, quando me instruiu a representá-lo nesta reunião, foi inequívoca: somar a voz do Brasil à de todos aqueles que apelam pela calma, pela contenção e pela paz na região”.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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