Concursos e Pandemia: saiba como se preparar

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A pandemia da Covid-19 mudou a rotina das pessoas. Se antes boa parte da população tinha uma rotina de sair de suas casas para estudar, trabalhar ou até mesmo praticar atividades de lazer, tudo isso mudou por conta do isolamento social. No caso dos concursos públicos, essa atividade também sofreu impactos diretos, tornando a preparação mais complexa, exigindo uma nova adaptação.

Com o fechamento ou suspensão de atividade de diversos setores econômicos, muitos brasileiros perderam seus empregos, e com isso, as pessoas passaram a considerar e valorizar cada vez mais a estabilidade proporcionada pelos concursos para cargos públicos.

Como todo processo seletivo, um certame público exige por si só um período de preparo maior, e com a pandemia isso se intensificou. Para o professor de direito penal do Espaço Jurídico, Cláudio Firmino, um dos desafios impostos pela pandemia foi o de estudar em casa, visto que a presença da família se não for bem administrada pode ser um fator prejudicial.

“Em relação aos estudos, o que mudou na pandemia foi o aumento da disciplina do concurseiro. Com a Covid-19, não só ele ficou em casa, mas toda sua família, consequentemente com mais gente dentro de casa além dele e isso pode tornar em algo que atrapalhe. Para estudar na pandemia ele tem que se isolar ao máximo, em algum cômodo, porque esse contato atrapalha a concentração, o estudo. Recomendo que fixe horários para que ninguém atrapalhe, e acima de tudo tenha disciplina”, disse.

Firmino recomenda que um horário de estudos detalhado e bem distribuído pode ajudar em uma boa preparação, desde que sejam cumpridos à risca. “Estudar em casa é sempre mais difícil, por conta das distrações naturais, é preciso redobrar a atenção e disciplina. A dica é montar um cronograma de horários, dentro dele vai fazer a divisão por disciplina, por horas. Ele pode ter revisões semanais, quinzenais, e acima de tudo deve cumprir ele, se trancar nos horários, e transformar em horas liquidas de estudo, sem permitir que atrapalhe, isolamento total nas horas de trabalho”, contou.

Para o diretor de Assuntos Institucionais do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), Gustavo Souto, é importante que os concurseiros refaçam provas anteriores, para ter conhecimento das bancas elaboradoras.

“Uma dica é a resolução de muitas questões, fazendo o raio X de provas passadas. Isso é importante porque as provas das Bancas costumam trazer questões parecidas, com a mesma temática e mudanças de pequenos detalhes. Assim, apenas esse estudo mais pragmático já ajudará o concurseiro a pontuar bastante nas provas”, aconselhou.

O diretor do Idib conta que caso o concurseiro ultrapasse barreiras do estudo, se desgastando nos dias que antecedem a prova. “O concurseiro precisa de ritmo de estudo, constância, tendo a consciência que a aprovação não vem da noite para o dia. Não adianta estudar 20 horas por dia na semana do concurso, porque assim ficará cansado física e mentalmente para fazer a prova. Logo, o concurseiro precisa estabelecer uma estratégia de estudo que o deixe mentalmente forte no dia do certame”, recomendou.

O que pegou muitos concurseiros de surpresa foi a tramitação do Projeto de Lei 1.441/20, em abril do ano passado. A legislação aborda a suspensão da criação de novos cargos públicos para contenção de gastos, não afetando a maior parte dos certames públicos, pois estes são realizados para preenchimento de vagas já existentes.

Na avaliação da psicóloga especialista em Psicologia organizacional e do trabalho e mestre em gestão empresarial, Rafaela Sampaio, o fato de não saber sobre quando os concursos estarão abertos, é algo que pode afetar e dar mais pressão aos candidatos. Para auxiliar, ela recomenda que ter um acompanhamento como o de um psicólogo pode ser vantajoso.

“Isso gera uma ansiedade muito grande, você fica com a vida parada, estudando, sem saber quando serão abertos, quando surgirá oportunidade. O emocional de grande parte das pessoas na pandemia sofreu influência grande, pelo sentimento de impotência, incerteza. É importante promover o autoconhecimento, saber lidar com as frustrações, o trabalho com um profissional especializado é fundamental. O estudante precisa aceitar que a realidade de agora não será igual ao que vivíamos antes, é continuar e não se culpar, dar o melhor e buscar esse equilíbrio, continuar firme no propósito”, destacou.

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