Com o encerramento da colheita da soja em Minas Gerais e demais regiões produtoras do grão, o cenário observado na safra 2013/14 foi de perdas, ocasionadas pela estiagem atípica registrada nos primeiros meses do ano e por pragas, como a lagarta falsa medideira. Os dados constam de levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Em Uberaba, no Triângulo, único município mineiro selecionado para a amostragem, a produtividade da oleaginosa ficou em 37,5 sacas de 60 quilos por hectare, volume 25% inferior ao registrado na safra passada.
De acordo com o presidente da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e membro da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Claudionor Nunes de Morais, no Estado as perdas foram provocadas principalmente pela estiagem.
“A grande ameaça da safra era a lagarta Helicoverpa armigera, mas os produtores investiram pesado no combate e o controle também foi facilitado pelo período de estiagem. A falta de chuvas, totalmente inesperada, registrada nas regiões produtoras do país, reduziu a produtividade da lavoura que apresentou perda média de 25%”, disse.
Outro fator que causou prejuízos foi a lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), que, segundo Morais, apresentou ataque às lavouras mais agressivo que aHelicoverpa. Além disso, segundo dados do Cepea e da CNA, o período mais intenso de incidência da falsa medideira ocorreu no momento em que a soja estava com maior estatura e o campo fechado. Assim, a eficiência das aplicações foi reduzida devido à dificuldade de se atingir a praga, que fica localizada no terço inferior das plantas.
