SDS informa que o jogo Sport X Bahia será realizado conforme o calendário na Ilha do Retiro

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A Secretaria de Defesa Social informa que o jogo Sport X Bahia, pela Copa do Nordeste, será realizado, conforme o calendário, na próxima quarta-feira (22/02), 21h30, na Ilha do Retiro, no Recife.

O Grupo de Trabalho Futebol, integrado pela SDS, forças estaduais, Federação Pernambucana de Futebol e clubes, além de MPPE e TJPE, havia sugerido à CBF uma alteração da data (adiamento em um dia), em razão do Carnaval.

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A alegação de impossibilidade de alteração do cronograma de uma competição regional, por parte da CBF, foi acatada de imediato pelos órgãos de Pernambuco. Nessas tratativas, a possibilidade de transferência da partida para outro Estado jamais foi levada em consideração pelo GT Futebol. Esse evento esportivo, é importante ressaltar, conta com planejamento operacional previamente definido, com a presença de efetivo da Polícia Militar, entre unidades de área e especializadas, garantindo a ordem e a paz social.

SDS-PE

1 COMENTÁRIO

  1. Então, o recuo da governadora Raquel Lira é no mínimo perigoso…

    Pernambuco tem um carnaval pesado, muita gente e muito vagabundo que não tem interesse em “brincar”, antes em bater, roubar e pilhar foliões, estarão nas ruas buscando criar problemas para a segurança das pessoas.

    A PMPE tem planejamento tanto para o futebol quanto para o carnaval em si, e com certeza a junção desses dois eventos é muito desgastes e acarreta bastante desvios de função e de prioridade, onde com certeza a CBF tampouco a FPF tem preocupação com isso, antes em garantir seus dividendos, independe de todo o problema que acarretem.

    Os governos estaduais deveriam cobrar da CBF e mais ainda, da FPF, o mesmo que se cobra das demais instituições que promovem eventos privados, pois tudo isso demanda tempo, esforço, planejamento operacional e financeiro, bem como a adoção de medidas de caráter voltada a proteção da vida das pessoas, inclusive dos policiais militares, pois poderão trabalhar em número reduzido e enfrentarem muitas dificuldades para retornarem aos seus lares ilesos, física, emocionalmente e claro, judicialmente, pois em razão da insegurança jurídica generalizada, a garantia de trabalhar e ser apoiado como tal é mínima… Importante entender (e respeitar!) que quando da elaboração do calendário das competições de futebol, não discutir as datas e as repercussões operacionais com o governo do Estado é um verdadeiro descaso e uma afronta ao bom senso e aos esforços das autoridades que trabalham para uma melhor segurança pública, agendar jogos de futebol junto com eventos de carnaval, pois não se tem efetivo que forneça a segurança mínima exigida, abrindo espaços para situações que podem fugir ao controle e até ensejar lesões e óbitos.

    Analisando cada ator político nessa questão, é fato que a PMPE apresentou um relatório onde sugerira uma mudança de data do jogo entre o Sport (empresa privada!) e o Bahia (empresa privada), onde 90% da segurança desse evento, repito, de empresa privada, é realizado pela PMPE (instituição pública!)… algo muito errado não pode estar certo. A governadora se sensibilizou (contra fatos não há argumentos?) e concordou em adiar o jogo, mas como a CBFe/ou a FPF, via de regra, impõem suas condições e quase sempre são aceitas (como no caso), a governadora recuou, lamentável.

    Não precisamos recordar que por ocasião da Copa do mundo, a segurança dentro e no entorno (acessos e tal) dos estádios eram de inteira responsabilidade da FIFA, onde caberia a PMPE a segurança dos translados (comboio) e das ruas e avenidas afetadas pelo evento em si, mantendo o resto do policiamento rotineiro e a vida de quem não interage e /ou participa normal e sem desfalcar suas necessidades básicas como o direito de ir e vir e de segurança.

    Para um jogo como esse do Sport x Bahia, a PMPE usará no mínimo 200 PMs, sangrando do policiamento em bairros, em locais com incidência criminal e dos blocos de carnaval, para realizar um evento onde a CBF deveria per si, bancar com suas expensas, um evento que ganha (e muito!) pra isso.

    Enfim, a nobre Exmº Srª governadora começa sua gestão já se colocando refém ou “tolerante” com uma instituição que não contribui em nada para o desenvolvimento do Estado, gera pouca ou quase nenhuma renda, e que existem apenas como instrumento de alienação das pessoas, e que deveria sim arcar com suas atividades sem que o Estado “devesse” ajudar naquilo que não tem relação direta, vide os eventos na Europa e boa parte dos países sérios e que não comprometem a segurança do cidadão para viabilizar eventos de natureza privada.

    É um mal começo? Sim.

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