A quem o impeachment de um Presidente da República interessa?

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O Estadão um veículo de comunicação respeitado nesse País, resolveu escancarar o desejo de ver Jair Bolsonaro fora da presidência. Em seu editorial de domingo defendeu o impeachment e disse que o presidente da câmara deve levar adiante a abertura do processo, no editorial o jornal faz critica o que definiu como ameaças às instituições da República e ao regime democrático por parte do presidente Jair Bolsonaro.

É como se alguns meios de comunicação no Brasil estivessem desesperados por ter perdido alguma coisa, o que se ver hoje são jornais defendendo a democracia que lá em 1964 ajudaram a interromper. Outros podem até ser considerados filhotes da “Ditadura Militar”, é como se seus donos tivessem sido tão leais ao Regime que de prêmio ganharam um jornal ou uma TV. Na política brasileira aprendemos que, às vezes o grito da dor tem outro sentido.

O jornal, “pasmem”, saiu em defesa do ministro Luis Roberto Barroso. Ora o ministro Barroso disse que Dilma não cometeu crime para ter o mandato de Presidenta cassado, uma declaração dessa deve ser levada em consideração uma vez que um ministro do STF confirma o que foi propagado a época de que se tratava de golpe. Em abril do ano de 2016, matérias foram publicadas em apoio ao impeachment de Dilma Rousseff.

A história política do Brasil mostra participação direta da chamada grande mídia em apoio aos movimentos, um deles foi em 1964 quando praticamente toda a mídia brasileira estava a favor da deposição do presidente João Goulart e, posteriormente, o apoio ao golpe militar. Falam-se tanto em mortes de inocentes no período da ditadura, porque não investigar o grau de envolvimento da mídia com essas mortes.

O que não pode é levar em consideração o que pensa; o que faz e o que fala, gente como Renan Calheiros, Omar Aziz e o que escrevem jornais que foram cúmplices da ditadura. O Presidente da República pode até exagerar em alguma declaração, mas já teria sido afastado se não tivesse a coragem de falar o que muitos brasileiros pensam. O silêncio de Dilma enquanto a imprensa fazia criticas, foi contribuinte para o desfecho do impeachment.

Ao contrario do que pregam em defesa da democracia, muitos meios de comunicação do Brasil se preocupa apenas com seus próprios interesses. Sobre tudo, quando o assunto é financeiro. Basta ver que a maioria absoluta dos jornais, rádios e TVs do Brasil são de propriedades de políticos. Por essa razão estão sempre se envolvendo em questões políticas, em defesa de si próprio e não da democracia e muito menos do povo.

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