A falta do hidroxicloroquina está colocando em risco o tratamento pessoas com lúpus em Petrolina. Muitas pessoas já estão deixando de fazer o uso dessa medicação, que é de uso contínuo, por não terem condições nenhuma de comprar. As pessoas estão escolhendo entre comprar o que comer ou o medicamento, essa é a dura realidade, e sem a medicação essas pessoas estão sofrendo com a piora da doença que pode levar a morte.
A hidroxicloroquina é um medicamento básico para o controle do lúpus, doença autoimune, inflamatória onde existe uma falha do sistema imunológico levando o corpo a atacar o próprio corpo. Sem a medicação a doença fica fora de controle. A medicação é fornecida pelo SUS através da Farmácia do Estado, porém o fornecimento não é regular há anos. Atualmente a medicação não está sendo fornecida e não existe previsão de retorno do fornecimento.
O lúpus é uma doença crônica, assim como é crônica a falta de comprometimento do governo de Pernambuco com a saúde do seu povo. “Os nossos gestores ainda não perceberam que com o tratamento paralisado os pacientes tendem a darem mais GASTOS ao Estado nas emergências/urgências, com mais consultas e exames… Infelizmente tenho que nos tratar como GASTO, porque é isso que somos para eles, se eles se importassem com as nossas vidas não deixariam faltar medicações que são tão essenciais para o controle da doença”, afirma Yasmim Magda, presidente da associação.
De acordo com a Associação, o problema do desabastecimento da Hidroxicloroquina, quando é resolvido, é sempre de forma paliativa. Assim os pacientes têm um mês de abastecimento e quatro meses sem a medicação. “É desesperador essa sensação de impotência, da nossa vida não valer nada, infelizmente não podemos bater na porta do nosso digníssimo governador e dizer: estamos aqui, aguentando firme e forte sem a nossa medicação, quando o senhor vai voltar a abastecer as farmácias estadual?” O lúpus não espera, a vida não espera, existem inúmeras complicações quando o paciente não tem acesso ao tratamento. “A opção “esperar” já não é viável e nem é digna, aliás, essa opção nem deveria existir. É CRIME! Até quando vamos precisar lutar, gritar, brigar por direitos básicos? Direito a vida, a um tratamento adequado e com dignidade, que não é um privilégio, é o que queremos.” – Afirma Yasmim Magda, presidente da associação.
