O Presidente da República Jair Bolsonaro (Sem Partido) tem dito insistentemente que o voto eletrônico não é totalmente confiável, por essa razão o mandatário número 1 da Nação vem defendendo a aprovação no Congresso do voto auditável. As declarações do Presidente da República têm incomodado muita gente, o mesmo foi alvo de decisão de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que se explique em 15 dias.
Ninguém tem o direito de sair por aí falando tudo o que pensa, principalmente quando se trata de acusações sem apresentar provas. Nem mesmo o Presidente da República tem esse direito, se tem duvidas faça o que deve ser feito para garantir que a verdade seja estabelecida. No entanto, chega a causar certa estranheza e pode ser visto como exagero, um ministro do TSE dar prazo de 15 dias para o Presidente da República se explicar.
Não se trata de uma defesa do Presidente da República, mas se o Chefe da Nação tem que se explicar por ter dado essa declaração. Quem fala que o Presidente é um genocida vai ter que se explicar, afinal de contas assim como as declarações do Presidente sobre o voto eletrônico é muito serio, falar que alguém praticou crime dessa natureza também é. Por essa razão o Brasil precisa de mais verdades, as mentiras e o jogo político traz sérios prejuízos.
Outra declaração que deve ser apurada e que o declarante tem que se explicar, o ministro do STF Luiz Roberto Barroso, também presidente do TSE, disse na ultima segunda-feira, dia 5 de julho, que “não deve haver dúvida razoável de que” a ex-presidente Dilma Rousseff “não foi afastada por crimes de responsabilidade, nem por corrupção, mas, sim, foi afastada por perda de sustentação política”. E aí alguém vai cobrar explicações ao ministro?
Que Collor e Dilma foram afastados dos cargos de Presidente da República sem que tenham cometidos crime algum todo mundo sabe disso, o problema é que a Justiça brasileira passa a ser conivente uma vez que sabe e não faz nada. Aí vem um ministro e diz que Dilma foi afastada por decisão política, é como se estivesse dizendo que tudo pode e que o voto de fato não vale nada. A final de contas, Dilma foi eleita pela vontade do povo.
